domingo, 19 de janeiro de 2014

Modernização e abertura da China à economia de mercado:Massacre de Tiananmem.


“Em 1986, a China tinha-se tornado o segundo maior produtor mundial de carvão e o quarto maior produtor de aço. O PIB tinha aumentado a uma taxa superior 10% ao ano entre 1978 e 1986, enquanto, nesse intervalo de tempo, o valor da produção industrial duplicava. O rendimento camponês per capita quase triplicou e, em 1998, calcula-se que a família camponesa média tenha conseguido amealhar, em conta bancária, o equivalente a seis meses do seu rendimento. Numa perspectiva de longo prazo, o progresso é ainda mais impressionante. O comércio externo chinês aumentou um valor per capita cerca de vinte e cinco vezes superior entre 1950 e o meio da década de 1980.”

(J. M. Roberts, História do Século XX, Volume II)

“A competição chinesa é o pre-âmbulo de uma economia global repleta de novos actores. [...] A China é, obviamente, um temível competidor. Desde 1990 as suas exportações cresceram 13 vezes. O PIB quintiplicou. Recebe 1,5 mil milhões de dólares de investimento estrangeiro por semana. Dentro de 20 anos, deverá ser a maior economia do mundo, com a dos EUA em segundo, a da Índia em terceiro, enquanto a União Europeia (EU) se irá secundarizando. [...]”

(Pedro Jordão, As Ameaças Chinesas, em revista Visão, 15 de Junho de 2006)

“A 2 de Junho, as primeiras unidades militares penetraram nos subúrbios da capital a caminho da Praça de Tiananmem. A repressão que se seguiu foi implacável. O estudantes ofereceram resistência com armas improvisadas e barricadas, mas os soldados abriram passagens à força. A 4 de Junho, os estudantes e alguns simpatizantes foram expulsos com armas de fogo e gás lacrimogéneo, e o seu acampamento foi brutalmente arrasado sob as lagartas dos tanques que irromperam na praça. A chacina prolongou-se por vários dias e ter-se-ão seguido umas dez mil detenções. [...] O número dos que morreram... (rondam) ... os 400 e os 2000 mortos; parece que o total tenha ficado abaixo dos 1000, mas não há certezas.”

 (J. M. Roberts, História do Século XX, Volume II)

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