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quarta-feira, 23 de julho de 2014

Vítimas do campo de concentração de Auschwitz (1940-1945)

 Forno crematório, no campo de Auschwitz.
Ao lado, corpo de um prisioneiro
sendo colocado num desses fornos.
Fornos crematórios
Auschwitz
Campo de concentração
em Oswiecim, Polónia
Portão principal de Auschwitz I
 onde se lê a frase
 "Arbeit macht frei" ("O trabalho liberta").





Prisioneiros libertados pelos soviéticos em 
27 de janeiro de 1945.




Josef Mengele foi um médico alemão que se tornou
 conhecido por ter atuado durante o regime nazista. 
O apelido de Mengele era Beppo, mas ele era conhecido como 
Todesengel, "O Anjo da Morte", no campo de concentração à esquerda) 
é fotografado em Auschwitz em 1944. 
À sua direita estão Rudolf Hoess e Josef Kramer,
 os comandantes supremos dos campos de concentração de Auschwitz e Birkenau

Expansão territorial da Alemanha (de janeiro de 1935 a março de 1939)

Extensão do Terceiro Reich em 1943.
Em vermelho, os limites da Alemanha em 
1933

quando Hitler chegou ao poder; em roxo, 
áreas anexadas antes da Segunda Guerra Mundial
em marrom, áreas anexas antes de 1943.
As regiões pretendidas e conquistadas 
por Hitler em 1939

domingo, 19 de janeiro de 2014

Genocídio do povo Judeu- HOLOCAUSTO NAZI

“Os Judeus deverão ser concentrados em guetos nas cidades, a fim de melhor serem vigiados e, mais tarde, deslocados. (...) Foi emitida a seguinte ordem directiva geral: 1. Concentrar os Judeus nas cidades nos prazos mais curtos possíveis. 2. Expulsar os Judeus do Reich e enviá-los para a Polónia. 3. Enviar os ciganos também para a Polónia.”

 (Instruções do chefe da Polícia de Segurança)

Em Julho de 1941, são dadas as primeiras ordens para o extermínio das minorias, sobretudo os Judeus.
No entanto, é na Conferência de Wannsee, a 20 de Janeiro de 1942, realizada nos arredores de Berlim, que é definitivamente decidida a “solução final” (Endlösung): consistia na eliminação em massa de todos os Judeus nos países sob o domínio nazi.
 “A solução final do problema judeu na Europa deverá ser aplicada a cerca de 11 milhões de pessoas. (...) ... os judeus devem ser... Enquadrados em colónias de trabalho, os Judeus válidos, homens de um lado, mulheres de outro, serão conduzidos nestes territórios para construir estradas; uma grande parte deles ficará naturalmente eliminada pelo seu estado de decadência física. Os que restarem... (considerados) a parte mais resistente - deverão ter o consequente tratamento.”

 (Decisões da Conferência de Wannsee, 20 de Janeiro de 1942, relatadas por Heydrich)


“Aqueles que se consideravam bons para o trabalho eram enviados para o interior do campo. Os outros eram encaminhados para as instalações de extermínio. As crianças pequenas eram invariavelmente exterminadas, pois não serviam para o trabalho.”

 (Depoimento de R. Höess, comandante do campo de de Auschwitz, encarregado por Heydrich de aplicar a “solução final”, no Julgamento de Nuremberga)
“Quando instalei a câmara de extermínio de Auschwitz, a minha escolha incidiu no Zyklon B, ácido prússico cristalizado, que deixávamos cair por uma pequena abertura. Eram necessários três a quinze minutos para que o gás produzisse efeito. Nós sabíamos que as pessoas estavam mortas quando deixavam de gritar. Esperávamos cerca de meia hora antes de abrir as portas para levar os corpos. (...) Construímos câmaras de gás que podiam levar 200 pessoas de cada vez...”

(Depoimento de R. Höess, comandante do campo de de Auschwitz, encarregado por Heydrich de aplicar a “solução final”, no Julgamento de Nuremberga)

Leis de Nuremberga


O segundo movimento, iniciado em 1935, judaico consistiu na adopção das Leis de Nuremberga de modo a ser feita a “proteção do sangue e da honra alemães”.
Estas defenderam a proibição das misturas raciais entre Judeus e arianos, assim como a punição para os infractores (por exemplo: pena de prisão);
defenderam também que a nacionalidade alemã devia ser retirada aos Judeus.
“Art. 1 -
1) São proibidos os casamentos entre Judeus e cidadãos de sangue alemão ou aparentado. Os casamentos celebrados apesar dessa proibição são nulos sem qualquer efeito, mesmo que tenham sido contraídos no estrangeiro para iludir a aplicação desta lei.
 2) Só o procurador pode propor a declaração de nulidade.
Art. 2 - As relações extra-matrimoniais entre Judeus e cidadãos de sangue alemão ou aparentado são proibidas.
Art. 3 - Os Judeus são proibidos de terem em sua casa criados cidadãos de sangue alemão ou com menos de 45 anos.
Art. 4 -
1) Os Judeus ficam proibidos de içar a bandeira nacional do Reich e de utilizarem as cores do Reich.
 2) Mas são autorizados a enganarem-se com as cores judaicas. O exercício dessa autorização é protegido pelo Estado.
Art. 5 -
 1) Quem infringir o artigo 1º será condenado a trabalhos forçados.
 3) Quem infringir os artigos 3º e 4º será condenado à prisão que poderá ir até um ano e multa, ou a uma ou outra destas duas penas.
Art. 6 - O Ministro do Interior do Reich, com o consentimento do representante do Führer e do Ministro da Justiça, publicará as disposições jurídicas e administrativas necessárias à aplicação desta lei.”

(As leis de Nuremberga, 1935)