segunda-feira, 22 de julho de 2013

GLOSSÁRIO:MÓDULO 8 – PORTUGAL E O MUNDO DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL AO INÍCIO DA DÉCADA DE 80 – OPÇÕES INTERNAS E CONTEXTO INTERNACIONAL

ABM: AntiBallistic Missile
Apartheid: Apartheid ("vida separada") é uma palavra africânder adoptada legalmente em 1948 na África do Sul para designar um regime segundo o qual os brancos detinham o poder e os povos restantes eram obrigados a viver separadamente, de acordo com regras que os impediam de ser verdadeiros cidadãos . Este regime foi abolido por Frederik de Klerk em 1990 e, finalmente em 1994 eleições livres foram realizadas.
 Arte conceptual: Corrente artística que se iniciou nos anos 60 e que valorizava a ideia , o conceito, o process.o mental e a aplicação de novas tecnologias (Daisy Peccinini).
 Beatniks: foram um movimento socio-cultural nos anos 50 e princípios dos anos 60 que subscreveram um estilo de vida anti-materialista, na sequência da 2.ª Guerra Mundial
Benelux: Be.ne.lux (sigla formada com primeiras sílabas Belgium, Netherlands, Luxembourg) União alfandegária entre a Bélgica, Holanda e Luxemburgo, com o objetivo não só de eliminar as tarifas aduaneiras entre esses países e de adotar tarifas comuns para as importações de outros países, mas ainda integrar economicamente os países membros dessa união.
 BIRD: Banco Internacional para a Reconstrução e Desenvolvimento ou Banco Mundial
CAPITALISMO: sistema económico em que a maioria dos meios de produção é privada, que assenta na livre empresa e na iniciativa individual e cujo principal objetivo é assegurar o lucro.
CENTO: Organização do Tratado do Centro
 Coexistência Pacífica: princípio relativo às relações internacionais entre os E.U.A. e a U.R.S.S., estabelecendo a aceitação da existência igual em direitos e mútuo respeito.
 COMECON (Council for Mutual Economic Assistance, Conselho para Assistência Económica Mútua) foi fundado em 1949, e visava a integração económica das nações do Leste Europeu. Os países que integraram a organização internacional foram a União Soviética, Alemanha Oriental (1950-1990), Checoslováquia, Polónia, Bulgária, Hungria e Roménia.
Contracultura: movimentos nascidos nos anos 60 (como os hippies) (os beatniks) que assumem que o rompimento individual das cadeias com a sociedade levaria à mudança da sociedade no futuro, sem revoltas violentas.
 Democracias Cristãs: corrente política do século XIX após a publicação da encíclica Rerum Novarum que atualizou o pensamento político da Igreja, aceitando o regime liberal em conciliação com os princípios do Catolicismo.
 Democracia Popular: designa o regime socialista-marxista, associado à URSS, através do Pacto de Varsóvia e do COMECON
Descolonização : termo que exprime a independência ou autodeterminação reconhecida pelas potências colonizadoras às suas colónias.
 Desnazificação é o termo utilizado para caracterizar a iniciativa dos Aliados após a vitória sobre a Alemanha Nazi. Reforçada pelos Acordos de Potsdam , esta iniciativa tentava retirar da sociedade, cultura, imprensa, justiça e política da Alemanha e da Áustria, toda influência Nazi existente. Em 1946 foram aprovadas uma série de medidas para desnazificação, aplicadas com diferentes esquemas nas diferentes zonas de ocupação dos diferentes países.
 Direito de Veto: ato pelo qual um indivíduo ou um órgão põe obstáculo temporário ou definitivamente à aplicação das decisões de outro indivíduo ou de outro órgão. Ecologia; Ramo das ciências da vida que estuda as relações dos organismos vivos entre si e com o seu ambiente físico.
 Existencialismo: corrente filosófica, criada por Jean Paul Sartre, que defende que o facto fundamental da vida repousa na existência do Homem enquanto livre.
Expressionismo abstracto: Movimento artístico experimental não figurativo. Surgiu nos EUA nos anos 40, com origem no anterior movimento expressionista.
 FMI: Fundo Monetário Internacional
GATT: Acordo Geral de Trabalho e Comércio
Guerra Fria: período de forte tensão após a II Guerra Mundial, entre as duas superpotências U.R.S.S. e os E.U.A.
Hippies: Os hippies eram parte do que se convencionou chamar movimento de contracultura dos anos 60. Adoptavam um modo de vida comunitário ou estilo de vida nómada, negavam o nacionalismo e a Guerra do Vietname, abraçavam aspectos de religiões como o budismo, hinduísmo e ou as religiões das culturas nativas norte-americanas e estavam em desacordo com valores tradicionais da classe média americana.
 Kominform: abreviatura do Centro Comunista de Informação.
 ku klux klan: ku klux klan, também conhecida por KKK é o nome de várias organizações racistas dos E.U.A que apoiam a superioridade da raça branca e o protestantismo em relação a outras religiões, culturas e raças. A KKK mais forte e com mais poder foi localizada principalmente na região sul dos E.U.A em Estados como Texas e Mississipi.
 Liberalismo Económico: doutrina económica que surge na segunda metade do século XVIII e vigente nos séculos XIX e XX, que propõe o sistema de economia de mercado e defende a liberdade dos comportamentos económicos individuais.
Luta de libertação nacional: movimento, pacífico ou armado, empreendido pelos povos das colónias para se libertarem do domínio dos países colonizadores.
 Maoísmo: regime marxista-leninista instaurado na China e chefiado por Mao Tse-Tung, diferenciado pelo seu carácter rural e pela Revolução Cultural, que foi uma tentativa radical de passagem excessivamente rápida à fase comunista do socialismo. 
MIRV: Multiple IndependentlyTargeted Re-entry Vehicles
 Movimento das Forças Armadas: O movimento das forças armadas foi a força organizadora do golpe militar que extinguiu o Estado Novo em Portugal em 25 de Abril de 1974. O que incentivou este grupo militar a seguir em frente foi essencialmente a vontade de ser livres visto que anteriormente levavam uma vida muito submetida a um regime político muito severo e, outra das razões que deixava a população descontente com a atitude assumida pelo governo, era a continuação da guerra colonial.
 Movimento Pacifista: movimento de carácter cultural mas também político e até religioso que rejeita a guerra, defendendo a possibilidade e necessidade de soluções consensuais pacíficas para os conflitos entre as nações.
 MUD: Movimento de Unidade Democrática
Multinacional: empresa que tem operações de produção e marketing em mais do que um país. Apareceram no início do século com empresas americanas como a Singer que tinham já fábricas noutros países, que atuavam como unidades independentes. Hoje, graças à evolução dos transportes e comunicações, as multinacionais trabalham de forma muito mais integrada, como uma única empresa global.  MUNAF: Movimento Nacional de Unidade Antifascista.
Mundo Socialista: conjunto dos países que seguem o regime socialista, liderado pelo partido comunista, que defende a coletivização dos bens de produção, as nacionalizações e um regime autoritário. Nacionalização: transferência forçada, mas legal, da propriedade de empresas privadas, que passam a constituir empresas públicas, mediante ou não indemnização. É uma providência de carácter socialista ou socializante.
 NÃO-ALINHADOS: doutrina e política que consiste em recusar alinhar com algum dos blocos políticos, apoiando-o nas suas teses e atitudes.
 NATO ou OTAN: aliança militar criada para assegurar o respeito do Pacto do Atlântico, assinado entre países Ocidentais, com o objetivo de defesa em relação à União Soviética ou outros países comunistas de Leste.
 Neocolonialismo: novo colonialismo através de uma certa dominação económica, cultural e às vezes política, exercida pelos países desenvolvidos sobre suas antigas colónias ou outros países do Terceiro Mundo
 SALT: Strategic Arms Limitation Talks
Social-democracia: corrente política que, ao contrário do socialismo revolucionário, pretende a construção do socialismo por processos gradualistas e reformistas, defendendo a compatibilidade das instituições democráticas com os princípios igualitários do socialismo. Pretendem juntar à democracia política a democracia social e a economia de mercado. Realização do Estado-providência. Trabalhistas no Reino Unido SFIO em França, SPD na RFA
Sociedade multinacional: empresa que, com sede num determinado país, faz os seus negócios em vários outros países, onde cria novas sociedades, suas filiais, para tal efeito.
 OECE/OCDE: Os países europeus que aceitaram a ajuda americana após a guerra, em 1948 criam a OECE, para coordenarem a aplicação deste auxílio. Países que participaram: Portugal, Bélgica, Holanda, Luxemburgo, França, Itália, Alemanha Federal, Reino Unido, Áustria, Suíça, Dinamarca, Noruega, Suécia, Islândia, Grécia, Turquia, Irlanda e depois a Espanha (1959)
 Oposição política: Grupo ou grupos de pessoas que não concordam com o regime político que está no poder e, por isso, se opõem às suas ideias e decisões.
 OTASE: Organização do Tratado da Ásia do Sudeste
 Pacto de Varsóvia: Organização de defesa e segurança criada pelos antigos países de Leste, em 1955, em resposta à criação da NATO. Aliança com fins essencialmente militares, de assistência mútua e cooperação entre os países comunistas e a U.R.S.S., como resposta à NATO.
 Política de Blocos: política de rivalidade e de tensão entre os dois blocos que dividem o mundo, liderados pelos E.U.A. ou pela U.R.S.S., divergentes em estruturas políticas, económicas, sociais e ideológicas.
 Pop art: Corrente artística que se iniciou nos anos 60 que procurava transmitir imagens do mundo moderno, representando ídolos populares e objetos do quotidiano.
Sociedade de Consumo: modelo de sociedade característica dos países ocidentais industrializados, em que uma grande produção corresponde a um forte consumo, mesmo ostensivo.
 REVOLUÇÃO DOS CRAVOS: 25 Abril de 1974: é a data do levantamento militar dos jovens capitães que haviam participado na Guerra Colonial, acompanhado por um movimento popular, que restituiu a liberdade aos portugueses. Uma data também conhecida como o dia da Revolução dos Cravos e feriado nacional.
 Superpotência: termo utilizado para destacar a hegemonia dos E.U.A. e U.R.S.S. no mundo, sobretudo nos planos económicos e militares.
 Terceiro Mundo: Termo empregue pelo sociólogo francês Alfred Sauvy, em 1952.
TERCEIRO MUNDO Terceiro Mundo de acordo com a Teoria dos Mundos é uma designação genérica usada para designar nações de economia subdesenvolvida ou em desenvolvimento. Aplica-se geralmente às nações pobres da América Latina, da África e da Ásia. A origem do nome é do demógrafo francês Alfred Sauvy, que propunha a ideia de um Terceiro Mundo, inspirado na proposição do Terceiro Estado usada na Revolução Francesa. Os países membros do chamado Terceiro Mundo deveriam se unir e revolucionar a Terra, como fizeram os burgueses e revolucionários na França. Os chamados Primeiro e Segundo mundo surgiram de uma interpretação errônea por parte principalmente da mídia, que não entendeu a mensagem de Sauvy. Como consequencia disso, hoje, muitos atribuem o nome a chamada "Velha Ordem Mundial", a divisão geopolítica de poderes e blocos de influência durante o período da Guerra Fria (1945-1989). O "Primeiro Mundo" seria o dos países capitalistas desenvolvidos, enquanto o "Segundo Mundo" seria o dos países socialistas industrializados. Restariam no "Terceiro Mundo" os países capitalistas economicamente subdesenvolvidos e geopoliticamente não-alinhados. Essa ideia surgiu de uma interpretação desatenta das afirmações de Sauvy. O termo foi oficialmente adotado durante a reunião de países asiáticos e africanos que se emanciparam da colonização européia, em abril de 1955, na Conferência de Bandung, na Indonésia. É a partir dessa denominação que esses países, considerados pobres e com sérios problemas sociais como a violência, a miséria extrema e a corrupção, buscaram chamar a atenção do mundo inteiro. No entanto, muitos desses países acabaram depois cobiçados por forças políticas e sociais ligadas a cada uma das duas facções da Guerra Fria, a capitalista e a comunista. Após o fim da União Soviética, o termo vem caindo em gradual desuso, preferindo-se usar os termos sinônimos "países em desenvolvimento" e "países emergentes", evidenciando o caráter econômico e social do povo. Ressalvas são feitas com relação a alguns países latino-americanos como Brasil e México, que são industrializados embora ainda tenham indicadores sociais aquém dos países de primeiro mundo. Os países do Cone Sul em geral são tratados como "terceiro mundo" mas atualmente não podem ser considerados países subdesenvolvidos, uma vez que seus indicadores sociais e econômicos os aproximam mais de alguns países da Europa que dos países realmente subdesenvolvidos. TERCEIRO MUNDO E NEOCOLONIALISMO A falta de capitais e de recursos técnicos condiciona o desenvolvimento dos países do Terceiro Mundo e alimenta o ciclo vicioso do subdesenvolvimento. Apesar de adquirida a independência política, muitos países afro-asiáticos continuaram a depender economicamente de países ricos, quase sempre os antigos colonizadores, isto é, permanecem numa situação de neocolonialismo. A principal fonte de riqueza dos países descolonizados da maior parte da Ásia, África e América Latina reside nas exportações de matérias-primas, cujo preço é decidido pelos países compradores. Os países do Terceiro Mundo necessitam de comprar todos os produtos que não produzem aos países desenvolvidos, a preços exorbitantes. Esta situação é responsável, até mesmo na actualidade, pelo endividamento dos países do Terceiro Mundo, com a contracção de avultados empréstimos, tornando-os cada vez mais dependentes das grandes potências capitalistas. Este facto contribui para acentuar o estado de pobreza desses países, o que dificulta o seu desenvolvimento. Vietcong: designação dada pelos americanos aos combatentes vietnamitas comunistas.

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