HISTÓRIA 12 A: Curso Científico - Humanístico Línguas e Humanidades ------ Marc Bloch define a História como a “Ciência dos homens, no tempo” uma vez que estuda os homens, sua produção e suas relações sociais, políticas, económicas e culturais num determinado espaço e tempo.
sábado, 19 de julho de 2014
LIBERTAÇÃO DOS PRESOS POLÍTICOS
Depoimentos de vários presos políticos após a sua saída da prisão, reconhecem-se o Arq. Teotónio Pereira e Saldanha Sanches. (Vídeo cedido pelos Arquivos da RTP)
Depoimentos dos presos políticos Arq. Teotónio Pereira e Prof. José Manuel Tengarrinha. (Vídeos cedidos pelos Arquivos da RTP)
sexta-feira, 4 de julho de 2014
quarta-feira, 2 de julho de 2014
Parecer sobre a prova de exame nacional de História A – 623 - 1ª FASE :2014
Parecer sobre a prova de exame nacional de História A – 623- 1ª FASE 2014
Os documentos utilizados na prova revelam-se adequados à interpretação e análise por parte dos alunos do ensino secundário, facilitando a produção de respostas que demonstrem a compreensão dos mesmos.
Os itens de seleção, que constituem a grande novidade desta prova, estão bem construídos e apresentam um grau de dificuldade adequado a este nível de ensino, o que é também extensível aos itens de composição.
A prova parece ser exequível no tempo previsto.
Os critérios de classificação estão bem estruturados, saudando-se a maior abrangência do leque de respostas, aspeto fundamental num programa tão extenso como o de História A.
Respeita-se, assim, uma maior mobilização de conteúdos por parte dos alunos na construção e fundamentação do seu discurso.
Saúda-se, ainda, que no item 1 do grupo II se tenha mantido este princípio de abertura do leque de respostas possíveis, desde que salvaguardada a sua correção.
Considera-se, no entanto, que nalguns itens de composição os tópicos propostos na resposta vão além da interpretação possível a partir das fontes.
Tal é o caso dos itens:
- 2 do grupo II quando se propõem como tópicos de resposta “abertura dos portos do Brasil…” ou “presença e domínio do exército britânico…”
- 1 do grupo III quando se propõe como tópico de resposta “apoio de sectores ligados à Igreja…”
- 3 do grupo IV quando se propõem no último tópico de referência ”Ameaças à paz no mundo pós-Guerra Fria” os seguintes tópicos de resposta: “proliferação de redes organizadas, à escala mundial, de tráficos ilegais…”; “ fenómenos terroristas em alguns Estados e territórios…”; “conflitos no seio de vários países, na sequência de migrações…” e “disputas relativas aos recursos naturais, escassos devido aos problemas ambientais)”.
Propõe-se ainda que no item de associação (item 3 do grupo III) se possam contemplar os critérios de classificação do exame de História da Cultura e das Artes, a saber, por 4 ou 5 associações corretas atribuem-se 10 valores, por 3 associações corretas 7 valores e por 2 associações corretas – 4 valores.
A Associação de Professores de História
Lisboa, 24 de junho de 2014
- APH -
A prova de História A do Ensino Secundário está organizada segundo a Informação-Exame, apresentando um conjunto equilibrado de grupos de questões, que seguem a orientação metodológica proposta, a saber, a progressiva construção do saber histórico. As questões incidem sobre os conteúdos de aprofundamento dos módulos 4 e 6 do 11º e dos módulos 7, 8 e 9 dos 12º anos, com maior peso para os conteúdos relativos ao 12º ano.Os documentos utilizados na prova revelam-se adequados à interpretação e análise por parte dos alunos do ensino secundário, facilitando a produção de respostas que demonstrem a compreensão dos mesmos.
Os itens de seleção, que constituem a grande novidade desta prova, estão bem construídos e apresentam um grau de dificuldade adequado a este nível de ensino, o que é também extensível aos itens de composição.
A prova parece ser exequível no tempo previsto.
Os critérios de classificação estão bem estruturados, saudando-se a maior abrangência do leque de respostas, aspeto fundamental num programa tão extenso como o de História A.
Respeita-se, assim, uma maior mobilização de conteúdos por parte dos alunos na construção e fundamentação do seu discurso.
Saúda-se, ainda, que no item 1 do grupo II se tenha mantido este princípio de abertura do leque de respostas possíveis, desde que salvaguardada a sua correção.
Considera-se, no entanto, que nalguns itens de composição os tópicos propostos na resposta vão além da interpretação possível a partir das fontes.
Tal é o caso dos itens:
- 2 do grupo II quando se propõem como tópicos de resposta “abertura dos portos do Brasil…” ou “presença e domínio do exército britânico…”
- 1 do grupo III quando se propõe como tópico de resposta “apoio de sectores ligados à Igreja…”
- 3 do grupo IV quando se propõem no último tópico de referência ”Ameaças à paz no mundo pós-Guerra Fria” os seguintes tópicos de resposta: “proliferação de redes organizadas, à escala mundial, de tráficos ilegais…”; “ fenómenos terroristas em alguns Estados e territórios…”; “conflitos no seio de vários países, na sequência de migrações…” e “disputas relativas aos recursos naturais, escassos devido aos problemas ambientais)”.
Propõe-se ainda que no item de associação (item 3 do grupo III) se possam contemplar os critérios de classificação do exame de História da Cultura e das Artes, a saber, por 4 ou 5 associações corretas atribuem-se 10 valores, por 3 associações corretas 7 valores e por 2 associações corretas – 4 valores.
A Associação de Professores de História
Lisboa, 24 de junho de 2014
Parecer sobre a prova de exame nacional de História B - 723
Parecer sobre a prova de exame nacional de História B - 723
- APH -
A prova de História B do Ensino Secundário está organizada segundo a Informação-Exame, respeitando a orientação metodológica proposta: a progressiva construção do saber histórico. As questões incidem sobre os conteúdos de aprofundamento dos módulos 2 e 3 do 10º ano e dos módulos 4, 5 e 6 do 11º ano, com maior incidência nos conteúdos do 11º ano.
Os documentos utilizados na prova revelam-se adequados à interpretação e análise por parte dos alunos do ensino secundário, facilitando a produção de respostas que demonstrem a compreensão dos mesmos.
Os critérios de classificação estão estruturados de forma a permitir a classificação de um vasto leque de conteúdos, desde que corretamente mobilizados pelos alunos na organização e fundamentação das suas respostas.
Considera-se, no entanto, que nalguns itens de composição os tópicos propostos na resposta vão além da interpretação possível a partir das fontes. Tal é o caso dos itens:
- 3 do grupo I quando se propõem como tópicos de resposta “desenvolvimento de outras infraestruturas…”, “recurso a empréstimos internos e externos…” e “desenvolvimento do sector agropecuário…”
- 2 do grupo III quando se propõem no segundo tópico de referência os seguintes tópicos de resposta: “desenvolvimento do sector primário…” “recurso ao petróleo barato como fonte energética”, “aproveitamento de uma mão de obra…” e “grande investimento na educação, na…”; e no último tópico de referência os seguintes tópicos de resposta: “declínio da militância política e quebra…” e “forte investimento nos sectores da investigação…”
A Associação de Professores de História
Lisboa, 24 de junho de 2014
- APH -
A prova de História B do Ensino Secundário está organizada segundo a Informação-Exame, respeitando a orientação metodológica proposta: a progressiva construção do saber histórico. As questões incidem sobre os conteúdos de aprofundamento dos módulos 2 e 3 do 10º ano e dos módulos 4, 5 e 6 do 11º ano, com maior incidência nos conteúdos do 11º ano.
Os documentos utilizados na prova revelam-se adequados à interpretação e análise por parte dos alunos do ensino secundário, facilitando a produção de respostas que demonstrem a compreensão dos mesmos.
Os critérios de classificação estão estruturados de forma a permitir a classificação de um vasto leque de conteúdos, desde que corretamente mobilizados pelos alunos na organização e fundamentação das suas respostas.
Considera-se, no entanto, que nalguns itens de composição os tópicos propostos na resposta vão além da interpretação possível a partir das fontes. Tal é o caso dos itens:
- 3 do grupo I quando se propõem como tópicos de resposta “desenvolvimento de outras infraestruturas…”, “recurso a empréstimos internos e externos…” e “desenvolvimento do sector agropecuário…”
- 2 do grupo III quando se propõem no segundo tópico de referência os seguintes tópicos de resposta: “desenvolvimento do sector primário…” “recurso ao petróleo barato como fonte energética”, “aproveitamento de uma mão de obra…” e “grande investimento na educação, na…”; e no último tópico de referência os seguintes tópicos de resposta: “declínio da militância política e quebra…” e “forte investimento nos sectores da investigação…”
A Associação de Professores de História
Lisboa, 24 de junho de 2014
Parecer sobre a prova de exame nacional de História da Cultura e das Artes - 724
Parecer sobre a prova de exame nacional de História da Cultura e das Artes - 724
- APH -
A prova de História da Cultura e das Artes do Ensino Secundário está organizada segundo
a Informação-Exame, se se tiver em atenção a tipologia dos itens e a distribuição dos conteúdos
pelos grupos, incidindo os itens sobre os conteúdos de aprofundamento dos módulos 1, 3 e 5
do 10º e dos módulos 6, 7, 8 e 9 dos 11º anos, com maior peso para os conteúdos relativos ao
11º ano.
O que parece mais problemático nesta prova de exame é a forma como os itens estão
elaborados. Estes concentram-se muito na memorização, pedindo-se aos alunos que, a
propósito dos documentos, enunciem conjuntos de caraterísticas, orientação que serve de base
aos critérios de classificação apresentados.
Esta situação tem, aliás, sido várias vezes denunciada pela APH, defendendo esta
Associação que os itens deste exame devem apelar à interpretação e análise dos objetos
artísticos, devendo o aluno expressar a sua compreensão dos mesmos através da mobilização
de conhecimentos e da contextualização. Acrescente-se que os documentos utilizados na prova
se prestam a análises muito mais profundas e complexas do que as que são costumadamente
pedidas.
A Associação de Professores de História
Lisboa, 24 de junho de 2014
- APH -
A prova de História da Cultura e das Artes do Ensino Secundário está organizada segundo
a Informação-Exame, se se tiver em atenção a tipologia dos itens e a distribuição dos conteúdos
pelos grupos, incidindo os itens sobre os conteúdos de aprofundamento dos módulos 1, 3 e 5
do 10º e dos módulos 6, 7, 8 e 9 dos 11º anos, com maior peso para os conteúdos relativos ao
11º ano.
O que parece mais problemático nesta prova de exame é a forma como os itens estão
elaborados. Estes concentram-se muito na memorização, pedindo-se aos alunos que, a
propósito dos documentos, enunciem conjuntos de caraterísticas, orientação que serve de base
aos critérios de classificação apresentados.
Esta situação tem, aliás, sido várias vezes denunciada pela APH, defendendo esta
Associação que os itens deste exame devem apelar à interpretação e análise dos objetos
artísticos, devendo o aluno expressar a sua compreensão dos mesmos através da mobilização
de conhecimentos e da contextualização. Acrescente-se que os documentos utilizados na prova
se prestam a análises muito mais profundas e complexas do que as que são costumadamente
pedidas.
A Associação de Professores de História
Lisboa, 24 de junho de 2014
quarta-feira, 25 de junho de 2014
terça-feira, 24 de junho de 2014
DA GUERRA FRIA ÀS AMEAÇAS À PAZ NO MUNDO ATUAL
Reação de Estaline ao discurso da «Cortina de Ferro», de Churchill
– entrevista no jornal Pravda (14 de março de 1946)
O senhor Churchill está a incitar à guerra. […] O senhor Churchill e os seus amigos julgam que as nações de língua inglesa […] deveriam dirigir as restantes nações do mundo… Como resultado da invasão e da ocupação alemã e devido à deportação de cidadãos soviéticos para os campos de trabalho forçado na Alemanha [durante a guerra], a URSS perdeu sete milhões de pessoas. […]
Pode-se pois perguntar o que há de surpreendente no facto de, com o objetivo de garantir a nossa segurança futura, desejarmos que os países [da Europa de Leste] tenham governos cujas relações com a União Soviética assentem na lealdade? […]
O aumento da influência do comunismo não pode ser considerado acidental. […] Cresceu porque, durante os duros anos de domínio fascista na Europa, os comunistas foram, na luta contra os regimes fascistas em prol da liberdade dos povos, combatentes fiáveis, audazes e com espírito de sacrifício.
O senhor Churchill, nos seus discursos, recorda-se por vezes dos cidadãos comuns, batendo- -lhes nas costas, de modo paternalista, e exibindo-se como seu amigo. Mas […] foram eles, estes milhões de cidadãos comuns, que derrotaram o senhor Churchill e o seu partido na Grã-Bretanha, desviando os seus votos para os Trabalhistas.
Foram eles, estes milhões de cidadãos comuns, que […] deram a sua preferência aos partidos democráticos de esquerda.
In www.fordham.edu/Halsall/mod/1946stalin.asp (consultado em 07/11/2013) (adaptado)
O senhor Churchill está a incitar à guerra. […] O senhor Churchill e os seus amigos julgam que as nações de língua inglesa […] deveriam dirigir as restantes nações do mundo… Como resultado da invasão e da ocupação alemã e devido à deportação de cidadãos soviéticos para os campos de trabalho forçado na Alemanha [durante a guerra], a URSS perdeu sete milhões de pessoas. […]
Pode-se pois perguntar o que há de surpreendente no facto de, com o objetivo de garantir a nossa segurança futura, desejarmos que os países [da Europa de Leste] tenham governos cujas relações com a União Soviética assentem na lealdade? […]
O aumento da influência do comunismo não pode ser considerado acidental. […] Cresceu porque, durante os duros anos de domínio fascista na Europa, os comunistas foram, na luta contra os regimes fascistas em prol da liberdade dos povos, combatentes fiáveis, audazes e com espírito de sacrifício.
O senhor Churchill, nos seus discursos, recorda-se por vezes dos cidadãos comuns, batendo- -lhes nas costas, de modo paternalista, e exibindo-se como seu amigo. Mas […] foram eles, estes milhões de cidadãos comuns, que derrotaram o senhor Churchill e o seu partido na Grã-Bretanha, desviando os seus votos para os Trabalhistas.
Foram eles, estes milhões de cidadãos comuns, que […] deram a sua preferência aos partidos democráticos de esquerda.
In www.fordham.edu/Halsall/mod/1946stalin.asp (consultado em 07/11/2013) (adaptado)
PORTUGAL DESDE O FINAL DA DÉCADA DE 1920 ATÉ MEADOS DA DÉCADA DE 1960: DOS ALICERCES ÀS ESTRATÉGIAS DE SOBREVIVÊNCIA DO ESTADO NOVO
Uma visão do Estado Novo – manifesto clandestino da oposição (1961)
Desde 1926 que as Forças Armadas portuguesas sustentam no poder o regime que arrancou à Nação as liberdades públicas fundamentais e os direitos cívicos reconhecidos ao povo pela República. […] Jamais estes e outros factos – como as fraudes cometidas contra as votações em favor do general Humberto Delgado – levaram as altas patentes das Forças Armadas a um momento de reflexão e discordância. […] Portugal, grande potência ultramarina, e podendo por esse facto, ao menos na metrópole, fazer os portugueses desfrutarem de um nível de vida comparável aos padrões europeus, mantinha-se uma vergonha nas estatísticas mundiais: os mais baixos índices de produção e de consumo, as mais baixas médias de rendimento e de salários, de vida económica, social, sanitária e educativa.
O mais pobre país da Europa, como recentemente fomos classificados […]. Os protestos e as manifestações, que a imprensa e a televisão relataram (até com imagens falsificadas) como desagravo às declarações proferidas na ONU, foram organizados, como todos sabem, pelos departamentos oficiais ou conduzidos através de conhecidos processos de coação […]. A ordem e a paz que o Governo dizia haver no ultramar, agora desmentidas pelos sangrentos acontecimentos de Luanda, […] são as mesmas que reinam no continente, a ordem dos submetidos, dos amordaçados e dos reduzidos à miséria, a ordem imposta pela força e pelas polícias, a paz dos vencidos, o silêncio do medo. […]
Por tudo isto, pergunta-se: porque é que os portugueses haviam de estar indignados contra as críticas da ONU, afinal críticas ao Governo e não a Portugal, quando nenhuma responsabilidade têm na governação e, há muito, eles próprios as fazem mais severas?!
Manifesto clandestino «A Oposição na Defesa de Portugal e da Verdade»,
in José Magalhães Godinho, Pedaços de Uma Vida, Lisboa, Pégaso Editores, 1992, pp. 47-53 (adaptado)
Desde 1926 que as Forças Armadas portuguesas sustentam no poder o regime que arrancou à Nação as liberdades públicas fundamentais e os direitos cívicos reconhecidos ao povo pela República. […] Jamais estes e outros factos – como as fraudes cometidas contra as votações em favor do general Humberto Delgado – levaram as altas patentes das Forças Armadas a um momento de reflexão e discordância. […] Portugal, grande potência ultramarina, e podendo por esse facto, ao menos na metrópole, fazer os portugueses desfrutarem de um nível de vida comparável aos padrões europeus, mantinha-se uma vergonha nas estatísticas mundiais: os mais baixos índices de produção e de consumo, as mais baixas médias de rendimento e de salários, de vida económica, social, sanitária e educativa.
O mais pobre país da Europa, como recentemente fomos classificados […]. Os protestos e as manifestações, que a imprensa e a televisão relataram (até com imagens falsificadas) como desagravo às declarações proferidas na ONU, foram organizados, como todos sabem, pelos departamentos oficiais ou conduzidos através de conhecidos processos de coação […]. A ordem e a paz que o Governo dizia haver no ultramar, agora desmentidas pelos sangrentos acontecimentos de Luanda, […] são as mesmas que reinam no continente, a ordem dos submetidos, dos amordaçados e dos reduzidos à miséria, a ordem imposta pela força e pelas polícias, a paz dos vencidos, o silêncio do medo. […]
Por tudo isto, pergunta-se: porque é que os portugueses haviam de estar indignados contra as críticas da ONU, afinal críticas ao Governo e não a Portugal, quando nenhuma responsabilidade têm na governação e, há muito, eles próprios as fazem mais severas?!
Manifesto clandestino «A Oposição na Defesa de Portugal e da Verdade»,
in José Magalhães Godinho, Pedaços de Uma Vida, Lisboa, Pégaso Editores, 1992, pp. 47-53 (adaptado)
PORTUGAL DESDE O FINAL DA DÉCADA DE 1920 ATÉ MEADOS DA DÉCADA DE 1960: DOS ALICERCES ÀS ESTRATÉGIAS DE SOBREVIVÊNCIA DO ESTADO NOVO
Uma visão do Estado Novo – entrevistas a Oliveira Salazar (1961 e 1963)
Angola é uma parcela da Nação portuguesa e, como tal, tanto contribui para a economia do todo, como beneficia da existência e das atividades das restantes parcelas, incluindo o território metropolitano. […] A par do fomento do comércio, orientámo-nos sempre, no contacto com as populações locais, pelo ideal da igualdade do homem perante Deus e a lei, qualquer que fosse a sua raça […].
Esta é a base da nossa tradicional política de não discriminação racial, de assimilação espiritual por meio de interpenetração de culturas, quando podia ser esse o caso, e, finalmente, de integração económica, social e política de todas as populações numa entidade política unitária. […]
Os votos dos Estados Unidos contra Portugal, na ONU, causaram no povo português grande ressentimento, muito maior do que transparece na imprensa ou nas episódicas manifestações de rua. Espero que, uma vez esclarecidos na consciência americana estes problemas, seja possível ao seu governo retomar uma orientação respeitadora dos nossos legítimos direitos. […]
Tentámos uma fórmula não totalitária mas autoritária e, digamos sinceramente, moderadamente autoritária. […] Não me parece que, com justiça, se possa dizer que a participação na vida nacional não está aberta a todos os homens de boa vontade. […] Se conseguirmos continuar a trabalhar e a progredir em clima de paz interna, podemos, em breve, entrar numa fase do nosso desenvolvimento em que o ritmo da política social se aproxime cada vez mais dos objetivos que desejamos: […] o progresso e o bem-estar das nossas populações, sem discriminação de raça, de cor ou de religião.
Oliveira Salazar, Entrevistas, 1960-1966, Coimbra, Coimbra Editora, Lda., 1967, pp. 51-55 e 163-172 (adaptado)
Angola é uma parcela da Nação portuguesa e, como tal, tanto contribui para a economia do todo, como beneficia da existência e das atividades das restantes parcelas, incluindo o território metropolitano. […] A par do fomento do comércio, orientámo-nos sempre, no contacto com as populações locais, pelo ideal da igualdade do homem perante Deus e a lei, qualquer que fosse a sua raça […].
Esta é a base da nossa tradicional política de não discriminação racial, de assimilação espiritual por meio de interpenetração de culturas, quando podia ser esse o caso, e, finalmente, de integração económica, social e política de todas as populações numa entidade política unitária. […]
Os votos dos Estados Unidos contra Portugal, na ONU, causaram no povo português grande ressentimento, muito maior do que transparece na imprensa ou nas episódicas manifestações de rua. Espero que, uma vez esclarecidos na consciência americana estes problemas, seja possível ao seu governo retomar uma orientação respeitadora dos nossos legítimos direitos. […]
Tentámos uma fórmula não totalitária mas autoritária e, digamos sinceramente, moderadamente autoritária. […] Não me parece que, com justiça, se possa dizer que a participação na vida nacional não está aberta a todos os homens de boa vontade. […] Se conseguirmos continuar a trabalhar e a progredir em clima de paz interna, podemos, em breve, entrar numa fase do nosso desenvolvimento em que o ritmo da política social se aproxime cada vez mais dos objetivos que desejamos: […] o progresso e o bem-estar das nossas populações, sem discriminação de raça, de cor ou de religião.
Oliveira Salazar, Entrevistas, 1960-1966, Coimbra, Coimbra Editora, Lda., 1967, pp. 51-55 e 163-172 (adaptado)
terça-feira, 17 de junho de 2014
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP)
![]() |
| Organização dos Países Exportadores de Petróleo OPEP. Bandeira da OPEP. |
Sua sede encontra-se na cidade de Viena, na Áustria.
Antes da criação da OPEP, eram as “sete irmãs” que controlavam praticamente toda a exploração de petróleo no mundo.
Esse termo era uma alcunha às sete maiores empresas petrolíferas do planeta até então, a saber: Exxon, Texaco, Mobil, Amoco, Chevron, Shell e British Petroleum.
Como essas empresas definiam a quantidade e o preço de todo o petróleo produzido, os países explorados criaram então a OPEP para reagir a esse contexto. Atualmente, fazem parte dessa organização os seguintes países: Argélia, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Indonésia, Irão, Iraque, Kuwait, Nigéria, Líbia, Qatar e Venezuela. Além de estabelecer uma reação frente ao cenário geopolítico global, o objetivo da OPEP era o de definir a quantidade de petróleo a ser produzido para evitar uma superprodução que, de acordo com a lei da oferta e da procura, baixaria em demasia os preços.
Esse controle da produção, associado à crescente importância do Petróleo no mundo e às evidências do inevitável esgotamento desse recurso, foi responsável pela elevação dos preços do barril de petróleo. Tal problemática tornou-se ainda maior quando, em 1973, os países da OPEP resolveram aumentar deliberadamente o preço do produto, contendo ao máximo a sua produção, o que gerou uma grande crise, conhecida como Crise do Petróleo ou Choque do Petróleo.
Essa postura foi uma resposta à ação bélica do Iraque no Oriente Médio, apoiado por Inglaterra e Estados Unidos.
No entanto, ao contrário do que se possa imaginar, nem os americanos, nem os ingleses e, tampouco, as “sete irmãs” foram prejudicadas por essa crise.
No caso dos dois países, a maior parte dos benefícios que os países da OPEP lucravam nessa época era aplicada em suas economias, geralmente em ações empresariais. As sete irmãs também se beneficiaram com a elevação dos lucros em virtude do aumento do preço do petróleo e da elevação em importância de outros combustíveis, cuja tecnologia e produção essas empresas já haviam dominado. Posteriormente, ocorreu uma nova crise do petróleo em 1990, quando tropas iraquianas invadiram o Kuwait, um dos maiores países produtores desse combustível fóssil e aliado de outras potências no ramo, como a Arábia Saudita.
Informação-EXAME FINAL NACIONAL: 2013-2014
Objeto de avaliação
A prova tem por referência o Programa de História A (consultar aqui) e permite avaliar a aprendizagem
passível de avaliação numa prova escrita de duração limitada.
Relativamente aos conteúdos, no Programa da disciplina acentua-se a importância da história de
Portugal e da história contemporânea na formação do aluno e define-se globalmente uma orientação
metodológica que implica a progressiva construção do saber histórico, com recurso à análise de
fontes. Neste sentido, pode ser exigido ao examinando, nomeadamente:
–– a identificação da informação expressa nas fontes apresentadas;
–– a explicitação do significado de elementos presentes nas fontes;
–– o cotejo da informação recolhida nas diversas fontes;
–– a contextualização cronológica e espacial da informação contida nas fontes;
–– o estabelecimento de relações entre a informação presente nas várias fontes e a problemática
organizadora do conjunto;
–– a mobilização de conhecimentos de realidades históricas estudadas para analisar fontes.
A prova incide nos conteúdos de aprofundamento e nos conceitos estruturantes fixados nos módulos
dos dois últimos anos curriculares do programa de História A (11.º e 12.º anos). Poderão ser requeridas
articulações entre estes conteúdos e estes conceitos e os restantes sempre que a orientação fixada
nos módulos o exija.
Assim, são objeto explícito de avaliação os conteúdos de aprofundamento dos módulos 4, 5 e 6
(11.º ano) e 7, 8 e 9 (12.º ano) do Programa de História A.
A prova reflete uma visão integradora e articulada dos diferentes conteúdos programáticos da
disciplina.
Caracterização da prova
A prova tem duas versões (Versão 1 e Versão 2).
A prova é cotada para 200 pontos.
Cotação
(em pontos)
Todos os conteúdos de aprofundamento e conceitos estruturantes.
Articulações entre os conteúdos de aprofundamento e os conceitos estruturantes e os restantes conteúdos apresentados no Programa da disciplina, sempre que a orientação fixada nos módulos o exija.
Módulo 4
Módulo 5 40 a 60
Módulo 6
Módulo 7
Módulo 8 140 a 160
Módulo 9
Material
O examinando apenas pode usar, como material de escrita, caneta ou esferográfica de tinta indelével, azul ou preta.
As respostas são registadas em folha própria fornecida pelo estabelecimento de ensino (modelo oficial).
Não é permitido o uso de corretor.
Duração
A prova tem a duração de 120 minutos, a que acresce a tolerância de 30 minutos.
A prova tem por referência o Programa de História A (consultar aqui) e permite avaliar a aprendizagem
passível de avaliação numa prova escrita de duração limitada.
Relativamente aos conteúdos, no Programa da disciplina acentua-se a importância da história de
Portugal e da história contemporânea na formação do aluno e define-se globalmente uma orientação
metodológica que implica a progressiva construção do saber histórico, com recurso à análise de
fontes. Neste sentido, pode ser exigido ao examinando, nomeadamente:
–– a identificação da informação expressa nas fontes apresentadas;
–– a explicitação do significado de elementos presentes nas fontes;
–– o cotejo da informação recolhida nas diversas fontes;
–– a contextualização cronológica e espacial da informação contida nas fontes;
–– o estabelecimento de relações entre a informação presente nas várias fontes e a problemática
organizadora do conjunto;
–– a mobilização de conhecimentos de realidades históricas estudadas para analisar fontes.
A prova incide nos conteúdos de aprofundamento e nos conceitos estruturantes fixados nos módulos
dos dois últimos anos curriculares do programa de História A (11.º e 12.º anos). Poderão ser requeridas
articulações entre estes conteúdos e estes conceitos e os restantes sempre que a orientação fixada
nos módulos o exija.
Assim, são objeto explícito de avaliação os conteúdos de aprofundamento dos módulos 4, 5 e 6
(11.º ano) e 7, 8 e 9 (12.º ano) do Programa de História A.
A prova reflete uma visão integradora e articulada dos diferentes conteúdos programáticos da
disciplina.
Caracterização da prova
A prova tem duas versões (Versão 1 e Versão 2).
A prova é cotada para 200 pontos.
Cotação
(em pontos)
Todos os conteúdos de aprofundamento e conceitos estruturantes.
Articulações entre os conteúdos de aprofundamento e os conceitos estruturantes e os restantes conteúdos apresentados no Programa da disciplina, sempre que a orientação fixada nos módulos o exija.
Módulo 4
Módulo 5 40 a 60
Módulo 6
Módulo 7
Módulo 8 140 a 160
Módulo 9
Material
O examinando apenas pode usar, como material de escrita, caneta ou esferográfica de tinta indelével, azul ou preta.
As respostas são registadas em folha própria fornecida pelo estabelecimento de ensino (modelo oficial).
Não é permitido o uso de corretor.
Duração
A prova tem a duração de 120 minutos, a que acresce a tolerância de 30 minutos.
segunda-feira, 16 de junho de 2014
quinta-feira, 12 de junho de 2014
quarta-feira, 11 de junho de 2014
A Guerra Fria teve vários períodos
A Guerra Fria teve vários períodos:
1947-1955 – período inicial: separação ideológica, criação de alianças militares (NATO, pelos EUA, e Pacto de Varsóvia, pela URSS) e alguns conflitos, como Bloqueio de Berlim.
1955-1962 – coexistência pacífica: com a morte de Estaline em 1953, Kruchtchev (seu sucessor) tenta aproximação ao Ocidente, com a sua visita aos EUA em 1959; construção do muro de Berlim, que representa dois mundos que não comunicam entre si; é também nesta fase que acontece a crise dos mísseis de Cuba, em 1962, que mostrou ao mundo que uma 3 GM esteve para eclodir (no entanto ambos fazem cedências, sendo que Kruchtchev retira os mísseis e Kennedy compromete-se a não tentar derrubar novamente o regime cubano.
1962-1975 – desanuviamento: realizam-se acordos para a redução do arsenal nuclear.
1975-1985 – guerra fresca: corrida aos mísseis intensifica-se, invasão do Afeganistão pela URSS, e é iniciado pelos EUA um programa de rearmamento, a “guerra das estrelas”.
1947-1955 – período inicial: separação ideológica, criação de alianças militares (NATO, pelos EUA, e Pacto de Varsóvia, pela URSS) e alguns conflitos, como Bloqueio de Berlim.
1955-1962 – coexistência pacífica: com a morte de Estaline em 1953, Kruchtchev (seu sucessor) tenta aproximação ao Ocidente, com a sua visita aos EUA em 1959; construção do muro de Berlim, que representa dois mundos que não comunicam entre si; é também nesta fase que acontece a crise dos mísseis de Cuba, em 1962, que mostrou ao mundo que uma 3 GM esteve para eclodir (no entanto ambos fazem cedências, sendo que Kruchtchev retira os mísseis e Kennedy compromete-se a não tentar derrubar novamente o regime cubano.
1962-1975 – desanuviamento: realizam-se acordos para a redução do arsenal nuclear.
1975-1985 – guerra fresca: corrida aos mísseis intensifica-se, invasão do Afeganistão pela URSS, e é iniciado pelos EUA um programa de rearmamento, a “guerra das estrelas”.
terça-feira, 10 de junho de 2014
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