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quarta-feira, 5 de março de 2014

Ataques de 11 de setembro de 2001

Diversos ângulos do ATENTADO de 11 de setembro - Imagens captadas pela população

Morte de Osama Bin Laden saiba a historia do maior terrorista do mundo - JustTV Noticias

102 Minutos que Mudaram o Mundo - Legendado (Completo) History Channel
 Este especial de duas horas fala sobre o ataque ao World Trade Center sob uma nova perspectiva, oferecendo imagens inéditas que documentam os 102 minutos que transcorreram entre o primeiro ataque às torres e o colapso da segunda torre. Vídeos e fotos tiradas por testemunhas, ligações aos bombeiros e policiais de Nova York, assim como o material coletado pelas televisões de diversos países, nos ajudarão a descobrir a verdade por trás de um dos atentados terroristas de maior impacto do novo milênio.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Invasão do Afeganistão


“Esta noite, os Estados Unidos apresentam as suas exigências aos talibãs (...conhecidos pelo nome de Al-Qaeda...). Entreguem às autoridades americanas todos os dirigentes da Al-Qaeda que se escondem no vosso território. Fechem imediatamente, e de forma permanente, todos os campos de treino terroristas no Afeganistão e entreguem os terroristas às autoridades competentes. [...]”

(Discurso de George W. Bush no congresso dos EUA, 20 de Setembro de 2001)

11 de Setembro de 2001

É a 11 de Setembro de 2001 que ocorre um dos acontecimentos mais marcantes da reacção islâmica aquando do desvio de quatro aviões em que três deles embateram nas torres gémeas do World Trade Center, em Nova Iorque, e no Pentágono, em Washington.
 Iniciou-se, portanto, a imposição pelos próprios americanos da designada “pax americana”.

“O atentado antiamericano do 11 de Setembro de 2001 é uma coisa absolutamente diferente. Este foi um atentado bem concreto, aindaque um livro ridículo pretenda o contrário. Comparou-se a Pearl Harbor. [...] É certo que há semelhanças: o número de mortes, a surpresa, o choque. [...] Que Estado queria fazer explodir as torres gémeas de Manhattan e o Pentágono? Nenhum! A Al-Qaida nem sequer é uma organização centralizada. É uma nebulosa de grupos animados pelo fanatismo... A Al-Qaida nem sequer já mantém uma guerra verdadeira. A guerra visa obter resultados políticos. Quais são os objectivos da Al-Qaida? Que exige a Al-Qaida aos Estados Unidos? Nada! O modo de operar paralisou de estupor: a destruição das torres do World Trade Center lembra os filmes catástrofe de Hollywood...”

 (Barreau; J, C; Bigot; G; Tout l’histoire du monde, Editorial Teorema)

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

AL-QAEDA:OSAMA bin LADEN

 Grupo terrorista: Al-Qaeda ( 2002):
As origens da rede Al-Qaeda remontam a finais da década de 1980, aquando da ocupação soviética no Afeganistão. Bin Laden reuniu e uniu os muçulmanos em redor da causa islâmica para expulsar o inimigo ocidental e os seus aliados no mundo islâmico. Em finais da década de 1990, a Al-Qaeda passou a afirmar-se como uma rede terrorista internacional. O cabecilha desta rede foi, desde o início, Osama bin Laden, um milionário saudita cujo grande objectivo é, desde sempre, derrubar o “inimigo” ocidental (cujo expoente máximo são os EUA) e fazer valer o fundamentalismo islâmico.
 A Al-Qaeda tem como ideologia de base o fundamentalismo islâmico, uma interpretação violenta e radical do Alcorão, o livro sagrado dos muçulmanos, que determina o uso do terrorismo como arma para alcançar os objectivos a que se propõe, que são a expulsão dos americanos (o inimigo n.º 1) dos países muçulmanos e a queda dos governos considerados heréticos. Para isso, a principal acção é a jihad, ou guerra santa, contra as potências do Ocidente e contra o “ocupante israelita”. Uma das características mais distintivas da Al-Qaeda é o seu modo de actuar.
Os membros destacados para determinado ataque terrorista podem demorar anos a preparar esse ataque, para que tudo seja calculado ao pormenor, com o fim de alcançar o máximo de objectivos traçados. Os operacionais suicidas são uma constante, assim como a ausência de pré-aviso e, muitas vezes, de reivindicação da autoria dos atentados. O que é mais preocupante no modus operandi dos ataques da Al-Qaeda é a preocupação que os seus membros parecem ter em preparar tudo ao pormenor, fazendo um planeamento meticuloso das operações e proporcionando treinos intensivos e específicos para os operacionais.
 A rede Al-Qaeda funciona com uma estrutura de células, espalhadas por todo o mundo. Este tipo de estrutura causa enormes dificuldades aos combates ao terrorismo porque é difícil estabelecer laços de relação entre as várias células e os dirigentes da rede. Para dificultar ainda mais o trabalho das forças policiais mundiais, muitas células desconhecem a existência de outras, o que faz com que a rede vá “alastrando” de uma forma quase invisível. Só os dirigentes da rede têm conhecimento total da rede. No topo da hierarquia da rede está Osama bin Laden. Os operacionais da Al-Qaeda passam por um conjunto de avaliações por parte dos dirigentes até serem enviados para os campos de treino da rede. Depois de receberem o treino destinado a actividades terroristas, são enviados para as várias células espalhadas pelo mundo (Arábia Saudita, Argélia, Azerbaijão, Bahrein, Bangladesh, Birmânia, Bósnia-Herzegovina, China, Cisjordânia, Daguestão, Egipto, Eritreia, Etiópia, Faixa de Gaza, Filipinas, Iémen, Indonésia, Iraque, Jordânia, Kosovo, Kuwait, Líbano, Líbia, Malásia, Marrocos, Paquistão, Quénia, Síria, Somália, Sudão, Tajiquistão, Tanzânia, Tchetchénia, Tunísia, Turquia, Uganda e Uzbequistão).
 A Al-Qaeda conta já com várias acusações de atentados terroristas. Entre elas, destacam-se: - três atentados bombistas no Iémen contra soldados norte-americanos envolvidos numa operação humanitária, em Dezembro de 1992; - atentado à bomba no World Trade Center que causou 6 mortos e centenas de feridos, em Fevereiro de 1993; tentativa de assassinato do presidente egípcio, Hosni Mubarak, em Junho de 1995; - atentado com carro armadilhado à Embaixada egípcia no Paquistão, do qual resultaram vinte mortos, em 1995; atentados contra as Embaixadas dos EUA em Nairobi (Quénia), dos quais resultaram 224 mortos, em Agosto de 1998; - atentados ao World Trade Center e ao Pentágono, EUA, dos quais resultaram a destruição total das Torres Gémeas, danos bastante extensos no Pentágono e a morte de cerca de 6000 pessoas, em Setembro de 2001.

 Fonte: Público online

 Osama bin Laden - Líder do movimento Al-Qaeda (A Base),
Osama bin Laden nasceu em Riad, na Arábia Saudita, e foi o 17.º dos 52 filhos de um rico construtor civil da Arábia Saudita, proveniente do Iémen. Aos 22 anos, foi aconselhado pelo chefe dos serviços secretos sauditas para, com a ajuda da fortuna da família, começar a treinar combatentes para lutar contra os soviéticos no Afeganistão. Bin Laden deixou a Arábia Saudita em 1979 para lutar contra a invasão do Afeganistão por parte da União Soviética.
 Recebeu então treino de segurança por parte da CIA. Posteriormente, fundou o Maktab al-Khichmat e recrutou homens para ajudar na resistência contra Moscovo. Após a retirada soviética, os “afegãos árabes”, como o movimento de bin Laden lhes passou a chamar, direccionaram os seus ataques contra os EUA e os seus aliados no Médio Oriente.
 Com o fim da guerra afegã, bin Laden regressou à Arábia Saudita para trabalhar nos negócios da família, mas foi expulso em 1991 e foi-lhe retirada a nacionalidade em 1994, por causa das suas actividades anti-governamentais e sob a acusação de se ter vendido à América. Bin Laden refugiou-se no Sudão durante cinco anos, mas, pressionadas pela comunidade internacional, as autoridades de Cartum expulsaram-no. Os talibã afegãos abriram-lhe, então, as portas. Segundo especialistas em terrorismo, bin Laden utiliza a sua riqueza para financiar os ataques contra os EUA. O Departamento de Estado dos EUA considera-o um dos maiores patrocinadores das actividades extremistas islâmicas. Segundo os EUA, bin Laden esteve envolvido no ataque ao World Trade Center, em 1993, na morte de dezanove soldados americanos em1996, na Arábia Saudita e nos bombardeamentos das embaixadas dos EUA em Dar es Salaam, na Tanzânia, em Nairobi, no Quénia. Nestas embaixadas morreram mais de duzentos civis. Bin Laden recusa qualquer envolvimento nestes ataques.
 Alguns analistas afirmam que bin Laden pertence a um movimento islâmico internacional, que engloba grupos egípcios, líbios, sauditas, entre outros, com o objectivo de reivindicar os três locais mais sagrados do Islão: Meca, Medina e Jerusalém. Bin Laden vive habitualmente refugiado no Afeganistão, onde gere campos de treino das suas milícias terroristas, sob a protecção das milícias talibã.
Os Estados Unidos acusam bin Laden de dirigir uma rede terrorista a partir daquele país.
 A partir de 2001, bin Laden tornou-se o homem mais procurado do mundo, depois dos atentados de Setembro aos EUA. Apesar de nunca ter reivindicado a autoria dos atentados, bin Laden foi, desde o primeiro dia, o principal suspeito dos ataques, facto que desencadeou uma intervenção militar dos EUA e do Reino Unido no Afeganistão, numa verdadeira caça ao homem com o objectivo de capturar bin Laden e destruir os campos de treino terroristas neste país do Médio Oriente.

 In Enciclopédia Universal, Texto Editora (Adaptado)

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

11 de setembro de 2001: O maior atentado terrorista de todos os tempos

Vitor Amorim de Angelo

Existem eventos que só se transformam em datas históricas tempos depois, quando, em retrospectiva, atribui-se a eles uma importância crucial para os rumos tomados pela História. Mas há também alguns fatos que já nascem com a marca da mudança, tão evidente é a sua importância para os caminhos percorridos depois. Nem é preciso algum afastamento para concluir que tal evento será, para sempre, um divisor de águas da História – um acontecimento que, seja qual for a forma como venha a ser narrado o passado, jamais deixará de estar presente na linha do tempo como um ponto de inflexão, de mudança de rumo. Este é, precisamente, o caso do 11 de setembro de 2001. Naquele final de inverno nos Estados Unidos, os norte-americanos e o mundo viveram um dia que para sempre será lembrado como histórico – e também como trágico.
Os ataques à Nova York e ao Pentágono
Eram quase 9h da manhã em Nova York quando um avião sequestrado por terroristas islâmicos teve sua rota desviada em direção a uma das torres do World Trade Center – um dos prédios mais altos do mundo. Inicialmente, imaginou-se que se tratava de um acidente aéreo de grandes proporções, mas não de um ataque premeditado. Porém, quando cerca de 20 minutos depois um outro avião chocou-se contra a segunda torre do WTC, ficou claro que os Estados Unidos estavam sendo vítimas de atentados terroristas cuidadosamente planejados
Poucos minutos mais tarde, um terceiro avião, também sequestrado, foi jogado contra o Pentágono, a central de inteligência norte-americana, cuja sede fica próxima à capital do país, Washington D.C. Havia ainda um quarto avião, que acabou caindo na Pensilvânia antes de atingir seu alvo. Segundo as investigações feitas posteriormente, o plano dos terroristas era jogar a aeronave contra o Capitólio – a sede do Poder Legislativo dos EUA.
Em Nova York, o choque dos aviões contra as torres do WTC desestabilizaram a estrutura dos edifícios, que caíram cerca de duas horas depois dos ataques. Antes disso, entretanto, uma cena desoladora foi transmitida ao vivo pelas televisões de todo o mundo: desesperadas, pessoas que estavam acima dos andares atingidos pelos aviões, sem terem como fugir dos prédios em chamas, jogavam-se do alto das torres. No fim, morreram elas, os bombeiros que haviam chegado ao WTC para socorrer os feridos pelo primeiro ataque, os passageiros dos quatro aviões, funcionários do Pentágono, inúmeras pessoas que trabalhavam nas torres gêmeas de Nova York, entre outros, num total de quase 3 mil pessoas.
Desdobramentos do 11 de setembro para os EUA e o mundo
Se o impacto humano dos ataques de 2001 foi evidente, o 11 de setembro teve desdobramentos que vão muito além da morte de milhares de pessoas. Imediatamente, as bolsas de valores do mundo todo entraram em crise. Afinal, afora as incertezas quanto ao impacto do 11 de setembro sobre a economia mundial, os ataques provocaram perdas humanas inestimáveis para muitas empresas sediadas no WTC, mobilizaram as companhias de seguros numa proporção poucas vezes vista e prejudicaram enormemente o mercado de aviação civil nos EUA e no mundo.
Do ponto de vista social, os ataques também trouxeram para o primeiro plano os muçulmanos radicais, favoráveis à guerra santa – a chamada Jihad islâmica. Não raro passou-se a confundir árabes com muçulmanos de todas as matizes, como se fossem, todos, homens e mulheres-bombas dispostos a atacar qualquer ponto em qualquer lugar e a qualquer momento. Disso para o preconceito e a intolerância étnica e religiosa foi passo apenas. No cotidiano dos cidadãos norte-americanos, a vida seguiu sob a sombra de uma nova ameaça terrorista, o que exigiu mudanças de hábitos, sobretudo em termos de segurança pública.
Militarmente, os desdobramentos do 11 de setembro foram enormes. Os ataques podem gerar a falsa impressão de que não havia terrorismo antes de 2001, o que é uma inverdade. Mas, tendo em vista que aquele episódio foi, simultaneamente, não apenas o principal ataque terrorista da História como também o primeiro ataque estrangeiro contra civis sofrido pelos EUA em território norte-americano, a resposta do governo foi contundente.
De um lado, o então presidente George W. Bush fez aprovar o USA Patriot Act, que concedeu ao governo a prerrogativa de, numa democracia, poder invadir lares, espionar cidadãos, interrogar suspeitos de espionagem ou terrorismo (inclusive empregando tortura) sem lhes dar direito à defesa ou a julgamento. Ou seja, medidas antidemocráticas, que tolhiam as liberdades civis, passaram a ser vistas como necessárias para salvar a própria democracia. De outro lado, os EUA lideraram, com a participação de vários países, a chamada Guerra ao Terror contra o Eixo do mal, que levou à invasão ao Iraque e ao Afeganistão, acentuando ainda mais o antiamericanismo no mundo islãmico.Se as mortes de Saddam Hussein e Osama bin Laden porão fim ao choque de civilizações e de culturas que marcou o primeiro decênio do século XXI é uma questão ainda em aberto.
Vitor Amorim de Angelo é historiador e doutor em Ciências Sociais pela Universidade Federal de São Carlos. Atualmente é professor do mestrado em Ciências Sociais da Universidade Vila Velha.