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quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Módulo 8 — PORTUGAL E O MUNDO DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL AO INÍCIO DA DÉCADA DE 80 — OPÇÕES INTERNAS E CONTEXTO INTERNACIONAL

Módulo 8 — PORTUGAL E O MUNDO DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL AO INÍCIO
DA DÉCADA DE 80 — OPÇÕES INTERNAS E CONTEXTO INTERNACIONAL
1. Nascimento e afirmação de um novo quadro geopolítico
1.1. A reconstrução do pós-guerra
• A definição de áreas de influência; a Organização das Nações Unidas; as novas regras da economia internacional. A primeira vaga de descolonizações.
1.2. O tempo da Guerra Fria — a consolidação de um mundo bipolar
• O mundo capitalista: a política de alianças liderada pelos EUA; a prosperidade económica e a sociedade de consumo; a afirmação do Estado-providência.
• O mundo comunista: o expansionismo soviético; opções e realizações da economia de direcção central.
• A escalada armamentista e o início da era espacial.
1.3. A afirmação de novas potências
• O rápido crescimento do Japão; o afastamento da China do bloco soviético; a ascensão da Europa.
• A política de não-alinhamento; a segunda vaga de descolonizações.
1.4. O termo da prosperidade económica: origens e efeitos.
2. Portugal do autoritarismo à democracia
2.1. Imobilismo político e crescimento económico do pós-guerra a 1974
• Estagnação do mundo rural; emigração. Surto industrial e urbano; fomento económico nas colónias.
• A radicalização das oposições e o sobressalto político de 1958; a questão colonial 
— soluções preconizadas, luta armada, isolamento internacional.
• A “primavera marcelista”: reformismo político não sustentado; o impacto da guerra colonial.
2.2. Da Revolução à estabilização da democracia
• O Movimento das Forças Armadas e a eclosão da Revolução.
• Desmantelamento das estruturas de suporte do Estado Novo; tensões político-ideológicas na sociedade e no interior do movimento revolucionário; política económica anti-monopolista e intervenção do Estado nos domínios económico e financeiro. A opção constitucional de 1976.
• O reconhecimento dos movimentos nacionalistas e o processo de descolonização
• A revisão constitucional de 1982 e o funcionamento das instituições democráticas.
2.3. O significado internacional da revolução portuguesa.
3. As transformações sociais e culturais do terceiro quartel do século XX
• A importância dos pólos culturais anglo-americanos. A reflexão sobre a condição humana nas artes e nas letras. O progresso científico e a inovação tecnológica.
• A evolução dos media: os novos centros de produção cinematográfica; o impacto da TV e da música no quotidiano; a hegemonia de hábitos socioculturais norte-americanos.
• Alterações na estrutura social e nos comportamentos: a terciarização da sociedade; os anos 60 e a gestação de uma nova mentalidade — procura de novos referentes ideológicos, contestação juvenil, afirmação dos direitos da mulher.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Módulo 8 – PORTUGAL E O MUNDO DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL AO INÍCIO DA DÉCADA DE 80 – OPÇÕES INTERNAS E CONTEXTO INTERNACIONAL

Módulo 8 – PORTUGAL E O MUNDO DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL AO INÍCIO DA DÉCADA DE 80 – OPÇÕES INTERNAS E CONTEXTO INTERNACIONAL
Orientação Geral:
O módulo 8 estrutura-se em torno de dois eixos que requerem tipos de abordagem diferentes: analítica, sobre História de Portugal; sintética, sobre História Geral. Deve ser desenvolvido em função da seguinte orientação: - destacar a interacção entre a política interna e externa dos Estados, e o seu condicionamento por factores geoestratégicos;
 - realçar a profundidade da ruptura operada pela Revolução de Abril na sociedade portuguesa, bem como o seu impacto internacional;
- evidenciar as transformações socioculturais do terceiro quartel do século, quer ampliando tendências já desenhadas no período anterior, quer anunciando mudanças que se afirmarão a partir dos anos oitenta.
Tempo previsto: 32 aulas, sendo de aprofundamento os pontos 1.2., 2.1. e 2.2., para os quais serão reservadas 25 aulas.
Aprendizagens do Ensino Básico consideradas como suporte: A Segunda Guerra Mundial
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Na sequência da actividade desenvolvida, relevam-se as seguintes aprendizagens:
- **compreender que, após a 2ª Guerra Mundial, a vida internacional foi determinada pelo confronto entre as duas superpotências defensoras de ideologias e de modelos político-económicos antagónicos;
- **caracterizar as políticas económicas e sociais das democracias ocidentais, no 2º pós-guerra; - perspectivar as razões do crescimento económico do mundo ocidental, bem como as da recessão dos anos 70 e as respectivas implicações sociais;
- relacionar a aceleração dos movimentos independentistas com o direito internacional estabelecido após a Segunda Guerra Mundial e com a luta das superpotências no contexto da Guerra Fria;
- identificar os condicionalismos que concorreram para o enfraquecimento do bipolarismo na década de 70; - analisar a manutenção do regime do Estado Novo nos anos do pós-guerra no quadro internacional da Guerra Fria;
 - **relacionar a fragilidade da tentativa liberalizadora e de modernização económica do marcelismo com o anacronismo da sua solução para o problema colonial;
- **perspectivar o sucesso da Revolução de 74 no contexto da evolução interna do país e no quadro internacional;
 - **reconhecer a modernização da sociedade portuguesa nas décadas de 60 e 70, nos comportamentos demográficos, na modificação de estrutura da população activa e na relativa aproximação dos portugueses a padrões de comportamento europeus;
- **identificar na Constituição de 1976 e na Revisão de 1982 a evolução do projecto de sociedade para Portugal emergente da Revolução de Abril;
- caracterizar as transformações culturais e de mentalidade ocorridas no período em estudo, reconhecendo o impacto no quotidiano da inovação científica e tecnológica e da pressão dos media;
 - valorizar o empenhamento cívico e político, reconhecendo a importância do oposicionismo da sociedade civil na desagregação de regimes autoritários.

*Conceitos/**Aprendizagens estruturantes

quarta-feira, 23 de julho de 2014

PORTUGAL: DO ESTABELECIMENTO DA DEMOCRACIA À INTEGRAÇÃO EUROPEIA

Documento 1

A opção europeia – perspetiva de Álvaro Cunhal (1980) 

É uma visão idílica imaginar que o Mercado Comum é uma associação de países ricos filantrópicos prontos a «ajudar» os países mais atrasados.
[…] Os países do Mercado Comum defendem os seus interesses próprios e a esses interesses estão prontos a sacrificar os interesses dos outros países.
Quando defendem ou admitem o alargamento do Mercado Comum a Portugal, Espanha e Grécia, não é para ajudarem os países que estão fora, mas para que a entrada desses países sirva os interesses dos nove que já lá estão dentro.
[…] Procuram apresentar o Mercado Comum como uma zona de desenvolvimento, de progresso, de bem-estar e de pleno emprego. Em vez de desenvolvimento harmonioso, equilibrado e progressivo, acentua-se a desigualdade do desenvolvimento, a estagnação, a recessão em importantes sectores e a queda progressiva da taxa de desenvolvimento geral. […] Com os problemas existentes no Mercado Comum, a integração de Portugal faria pesar sobre o nosso país numerosos fatores da crise […].
O Mercado Comum procuraria fazer estagnar, submeter, absorver ou liquidar sectores da economia portuguesa concorrentes com os sectores em crise no Mercado Comum [...] e procuraria apropriar-se dos recursos portugueses. Uma tal associação em termos de desigualdade e sem reciprocidade de vantagens não interessa a Portugal. Por isso mesmo estamos contra.
[…] Nós, comunistas, não aceitamos que as decisões acerca dos problemas nacionais caibam ao imperialismo, caibam ao estrangeiro. Quanto mais se aprofunda o estudo e a análise, mais se fortalece a certeza de que a integração de Portugal […] representaria a […] restauração dos monopólios.

Documento 2

A opção europeia – perspetiva de Mário Soares (1985) 

Para Portugal, a adesão à CEE representa uma opção fundamental por um futuro de progresso e de modernidade. Mas não se pense que seja uma opção de facilidade.
Exige muito dos portugueses, embora lhes abra simultaneamente largas perspetivas de desenvolvimento.
Por outro lado, constitui a consequência natural do processo de democratização da sociedade portuguesa, iniciado com a Revolução dos Cravos, em 25 de Abril de 1974, e igualmente da descolonização que se lhe seguiu, feita com atraso de vinte anos em relação aos outros países europeus [...].
A tarefa primordial que nos ocupará a partir de agora será a de reduzirmos cada vez mais a distância que ainda nos separa dos países desenvolvidos da Europa, criando para os portugueses padrões de vida e de bem-estar verdadeiramente europeus.
[…] Principais beneficiários da integração europeia, os jovens terão agora de saber mobilizar-se para a grande tarefa nacional do desenvolvimento e da modernização, por forma a que Portugal venha a ser não só terra de liberdade, de convivência cívica e de tolerância, mas também um espaço de prosperidade, de desenvolvimento científico e tecnológico e de justiça social.
Honro-me de ter sido quem assinou, em nome do governo da República, o pedido de adesão de Portugal à CEE, em março de 1977.
[…] Nas mãos […] de todos os portugueses […] está o futuro de Portugal, para cuja construção não faltarão, a partir de agora, os estímulos e as ajudas necessárias. Não estamos mais isolados. A solidariedade europeia não nos faltará, como hoje aqui ficou comprovado com a presença de qualificados representantes de todos os Estados da Comunidade.

Cartazes:Plano Marshall

Cartaz alemão (1950)
Concurso promovido pelo Plano Marshall, 
com o tema Cooperação Intereuropeia
 ERP European Reunification Program
ERP: European Recovery Program, 


















Vítimas do campo de concentração de Auschwitz (1940-1945)

 Forno crematório, no campo de Auschwitz.
Ao lado, corpo de um prisioneiro
sendo colocado num desses fornos.
Fornos crematórios
Auschwitz
Campo de concentração
em Oswiecim, Polónia
Portão principal de Auschwitz I
 onde se lê a frase
 "Arbeit macht frei" ("O trabalho liberta").





Prisioneiros libertados pelos soviéticos em 
27 de janeiro de 1945.




Josef Mengele foi um médico alemão que se tornou
 conhecido por ter atuado durante o regime nazista. 
O apelido de Mengele era Beppo, mas ele era conhecido como 
Todesengel, "O Anjo da Morte", no campo de concentração à esquerda) 
é fotografado em Auschwitz em 1944. 
À sua direita estão Rudolf Hoess e Josef Kramer,
 os comandantes supremos dos campos de concentração de Auschwitz e Birkenau

«O sonho do “Chico”» – um conto infantil português, na obra O Canto da Mocidade (1938)


O canto da Mocidade,
texto de Odette de Saint-Maurice,
ilustrações de Mário Costa,
Empresa Nacional de Publicidade, 1938
Quando o pai morreu, deixou ao Chico toda a sua fortuna nessa pequena casinha branca rodeada duma horta bem cultivada […].
Ao longe, no cimo da ermidinha* singela, tocavam os sinos com suavidade… Chico, docemente, rezou a Ave- -Maria […].
 [Anos mais tarde, já casado e com filhos, Francisco contava-lhes à hora da sesta:] – A seguir àquela noite em que eu dissera ao tio Manuel querer ir para o Brasil, do que ele me demoveu logo, pensei em vir para o Alentejo. […]
E fizeram-se estas coisas grandiosas! […] Arrotearam-se, lavraram-se os campos, deu-se trabalho a milhares de braços. […]
A terra, abençoada por Deus, retribui-nos em duplicado o que lhe entregamos […].
Acabara a sesta. O pessoal, alegre e bem-disposto, voltava para o trabalho. A esposa, acompanhada das crianças, regressou a casa. Francisco ergueu-se. Ia para a labuta também.
Vendo-o ir, a assobiar uma cançoneta, o tio Manuel murmurou: – Abençoado seja aquele que sonhou um dia este sonho divino… Abençoados todos aqueles que deram o seu esforço, por mais humilde, para que o Portugal de hoje seja um Portugal tão grande ou maior do que aquele que ensinou ao mundo que o mar não era um abismo…

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Capela