sábado, 25 de maio de 2013

A Revolução de Abril

O Movimento das Forças Armadas (...) proclama à Nação a sua intenção de levar a cabo, até à sua completa realização, um programa de salvação do País e de restituição ao povo português das liberdades cívicas de que vem sendo privado. Para o efeito, entrega o governo a uma Junta de Salvação Nacional a quem exige o compromisso de (...) promover eleições gerais para uma Assembleia Nacional Constituinte, cujos poderes, por sua representatividade e liberdade na eleição, permitam ao País escolher livremente a sua forma de vida social e política. (...) A Junta de Salvação Nacional decretará: a extinção imediata da DGS, Legião Portuguesa e organizações políticas da juventude (...); a amnistia imediata a todos os presos políticos (...); a abolição da censura e exame prévio. (...)

 Do Programa do MFA - Movimentos das Forças Armadas, 1974

As consequências da Grande Depressão



Família americana do Alabama, 1930

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Perguntas Respondidas sobre a I Guerra Mundial




1. Localiza no espaço duas disputas territoriais, envolvendo potencias europeias dos inícios do século XX.

Alsácia- lorena e Península Balcânica.

2. Refere o acontecimento que motivou o início da I Guerra Mundial.

Assassínio do herdeiro do Império Austro-Húngaro ; Francisco Fernando, em Sarajevo, no dia 28 de Junho de 1914.

3. Identifica as duas alianças em Confronto na I Guerra Mundial. 


  • Tríplice Entente ( Grã- Bretanha; França ; Rússia)
  • Tríplice Aliança ( Alemanha; Áustria- Hungria; Itália).

4. Explica o funcionamento do mecanismo de alianças.

Na sequencia do assassínio do herdeiro do império Austro- Húngaro, foi activado o sistema de alianças, levando a sucessivas declarações de guerra entre os países da Tríplice Entente e da tríplice aliança.

5. Qual era o objectivo do plano Schlieffen?

O plano Schlieffen previa a ocupação rápida da França, com um ataque súbito desencadeado contra as tropas francesas, através da Bélgica.

6.  Refere o acontecimento que levou Portugal a participar na I Guerra Mundial.

Aprisionamento dos navios alemães nos portos portugueses, o que motivou a declaração de guerra a 9 de Março de 1916.

7. Identifica algum do armamento inovador utilizado na I Guerra Mundial.

Aviões ( biplanos e triplanos); gases tóxicos ( gás mostarda); submarinos; tanques de guerra; granadas de mão; canhões e metralhadoras.

9. Refere as vantagens decorrentes da entrada dos EUA na guerra para os Aliados.

A entrada dos EUA na guerra possibilitou a entrada de tropas e armamento mais sofisticado ( tanques de guerra, por exemplo). Permitiu apoio financeiro por parte dos EUA.

10. Caracteriza a Guerra  de Trincheiras e a Guerra de Movimentos.

Guerra dos Movimentos – Progressão rápida no terreno das tropas beligerantes.
Guerra das Trincheiras – Cada exército procurava defender as suas posições e impedir o avanço do adversário, permanecendo numa extensa rede de abrigos e valas no solo. As condições de vida nas trincheiras eram muito penosas para os soldados.

DESCOLONIZAÇÃO

A Descolonização
 Nos anos 70 do século XX, o vocabulário português ganhava uma nova palavra - "retornado". Comecei a ouvir a palavra em 1975, no ciclo preparatório, “és uma retornada, volta para a tua terra!”. E eu, que obviamente me via como portuguesa, ficava atónita com aquela acusação. Tinha 11 anos e vinha de uma terra que se dizia ser "Portugal Ultramarino".







Testemunhos de retornados: http://www.xirico.com/c_htm/tri/retornados.php 

 "Mas, note-se que este termo foi "arranjado" pelo próprio governo, com a criação do IARN. E se é verdade que muitos desses portugueses retornaram a Portugal, muitos outros não retornaram! Retornar é voltar a..., regressar a ... e esses portugueses que tinham nascido e crescido nas colónias, acabaram por vir parar a Portugal e não retornar !”
(…) "A grande maioria dos retornados "deu a volta por cima" e são hoje fonte produtiva de Portugal! Nos últimos tempos, cerca de 200 mil portugueses foram para Angola! Há já quem defenda a teoria de que o futuro de Portugal passa pela emigração para aquele país. Provavelmente, muitos desses portugueses são agora "retornados" naquela terra que ajudam a renascer ao mesmo tempo que ajudam Portugal, por razões óbvias!" "E assim, muitos "retornados", depois de espoliados, ainda vão ajudar Portugal..." " Obrigado aos "retornados" pelo que têm feito por este país!..."
PEDRO CABEÇADAS em "FARO OESTE", FARO , 17 de Junho de 2007

 Quem eram os retornados? 
Mais de meio milhão de pessoas chegou, de repente, a Portugal. Essas pessoas, porém, de uma forma notável, conseguiram integrar-se na sociedade portuguesa sem conflitos de maior. Haverá casos semelhantes noutros países? Do número de retornados recenseados pelo INE em 1981, 61% eram oriundos de Angola, 34% de Moçambique e apenas 5% das restantes colónias. Quase dois terços desses retornados nasceram em Portugal (63%), embora esta proporção se inverta nas camadas mais jovens, 75% dos menores de 20 anos eram naturais das colónias. O cais de Lisboa enchia-se de caixotes vindos de África, o aeroporto estava repleto de pessoas que dormiam sobre malas, e começou a aparecer também muita gente nova, gente diferente, gente que vestia roupas coloridas e tinha um ar triste, vindos de Angola, Moçambique, Guiné e Timor... Eram os retornados que depressa se misturaram com as gentes de cá e se distribuíram um pouco por todo o país. Procuravam, na sua maioria, ir para junto das suas famílias e das suas origens. E com eles vinham muitos que pisavam pela primeira vez o solo de Portugal continental.

DIVERTE-TE E ADIVINHA!


Discutindo a Divina Comédia com Dante
Para começar este ano, trago um "passatempo", o quadro Discutindo a Divina Comédia com Dante (2006), pintado pelos taiwaneses Dai Dudu, Li Tieze e Zhang An. Nesta obra curiosa estão reunidas 100 personalidades da história e algumas pessoas famosas para uns e totalmente desconhecidas para outros. Estão reunindos, reis, lideres, cientistas, artistas, esportistas, pessoas controversas etc. Abaixo da pintura (clique nela para ampliá-la) porei uma lista com o nome das 103 pessoas que se encontram neste quadro. Divirta-se procurando cada um, ou faça qualquer outra coisa.
A lista a seguir é baseada na lista dada pela Revista História BBC, v. 12. 

Bill Gates (1955-presente): Empresário norteamericano do ramo da informática, dono da Microsoft. Um dos homens mais ricos do mundo.

Homero (século VIII a.C?): Famoso poeta grego, autor da Iliada e daOdisseia.

Cui Jian (1961-presente): Famoso cantor de rock chinês. Considerado como um dos pioneiros neste ritmo na China.

Vladimir Lenin (1870-1924): Politico e revolucionário russo. Conhecido por liderar a Revolução Bolchevique em 1917, que depôs a monarquia russa, e implantou as bases para a URSS.

Pelé (1940-presente): Ex-futebolista brasileiro, considerado um ídolo mundial, consagrado como o "Rei do Futebol".

Guan Yu (?-219): Famoso guerreiro da história chinesa durante o período dos Três Reinos. Conhecido por sua coragem, força e lealdade. Guan Yu serviu ao reino de Shu.

Audrey Hepburn (1929-1993): Foi uma famosa atriz e e modelo belga, naturalizada britânica. Ficou conhecida pelos seus trabalhos em: A princesa e o plebeu (Roman Holiday), que lhe concedeu o Oscar de melhor atriz. E Bonequinha de Luxo (Breakfast at Tiffany's).

Adolf Hilter (1889-1945): Nascido na Áustria se naturalizou alemão. Atuou como um artista sem sucesso, serviu no exército alemão durante a Primeira Guerra Mundial. Se tornou membro do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, conhecido posteriormente como Partido Nazista. Assumiu o poder da Alemanha, empregando uma politica militar, racista e profundamente antissemita. Suas ações desencadearam a Segunda Guerra Mundial.

Ludwig van Beethoven (1770-1827): Célebre compositor alemão, conhecido como um dos grandes nomes da história da música clássica. Dentre suas obras mais famosas estão a Nona Sinfonia e a Quinta Sinfonia, ambas compostas no período que sofria de surdez.

Benito Mussolini (1883-1945): Fora um proeminente lider politico italiano, um dos responsáveis pela criação do Partido Nacional Fascista. Mussolini atuou ao lado de Hitler durante a Segunda Guerra Mundial.

Saddan Hussein (1937-2006): Politico iraquiano, governou o Iraque em uma ditadura que perdurou de 1979-2003, quando passou a ser caçado pelas forças americanas, o que levou a ficar escondido pelos anos seguintes.

Norman Bethune (1890-1939): Respeitado médico canadense. Atuou como médico militar na Guerra Civil Espanhola e na Segunda Guerra Mundial. Ficou conhecido por ter desenvolvido os aparelhos para o transporte de sangue para realizar-se transfusões no campo de batalha.

Lei Feng (1940-1962): Fora um soldado chinês que serviu no Exército de Libertação Popular do governo comunista de Mao Tse-tung. Lei Feng fora um soldado tão dedicado aos propósitos que servia, que após sua morte se tornou um icone para o incentivo ao amor a pátria, ao comunismo e a dedicação ao povo.

Henri Ford (1863-1947): Empresário estadunidense do ramo de automóveis. Fundador da Ford Motor Company. Suas fábricas ficaram conhecidas por empregar a prática da montagem em série, a qual ficou conhecida como fordismo.

Charles Chaplin (1889-1977): Famoso ator, diretor, produtor, cineasta britânico. Se imortalizou na chamada Era do Cinema Mudo e na Era de Ouro do Cinema Americano. Suas personagens ficaram imortalizadas na história.

Mike Tyson (1966-presente): Famoso e polêmico ex-pugilista americano. Foi campeão mundial de peso-pesados de 1986-1997.

Vladimir Putin (1952-presente): Politico russo, fora diretor da KGB até 1991, governou a Rússia de 1999-2008. Atualmente é primeiro-ministro. Seu governo fora marcado por alguns escandâlos.

Sigmund Freud (1856-1939): Famoso neurologista austríaco, conhecido como o fundador da psicanálise.

Juan Saramanch (1920-2010): Fora presidente do Comitê Olimpico Internacional de 1980-2001.

Máximo Gorky (1868-1936): Fora um famoso escritor, dramaturgo, contista e ativista russo.

Deng Xiaoping (1904-1997): Lider politico da República Popular da China de 1978-1992. Atuou muitos anos como secretário-geral doPartido Comunista Chinês. Fora o criador do socialismo de mercado.

Sun Yat-Sen (1866-1925): Fora um estadista e revolucionário chinês. Atuou nos movimentos revolucionários que levou a derrubada da monarquia chinesa, com a queda da Dinastia Qing. Atuou na politica de instauração da repúblicana chinesa. É considerado um dos fundadores do governo republicano chinês.

Charles De Gaulle (1890-1970): General, politico e estadista francês. Atuou na Segunda Guerra Mundial, e fora o fundador da Quinta República Francesa, tendo sido seu primeiro presidente de 1959-1969.

Ramsés II (século XIV-XIII a.C): Fora faraó entre 1279-1213 a.C. Seu governo fora um dos melhores da história egipcia, tanto em conquistas militares como na administração. Ramsés II ganhou o epiteto de o, Grande. Em seu governo fora construído o Grande Templo de Abu Simbel.

Pavel Korchagin: Personagem principal do livro Como o aço foi temperado (1936), escrito pelo russo Nikolai Ostrovsky (1904-1936), durante o governo de Stálin. No livro, Korchagin é inspirado no própio autor Ostrovsky que atuou como revolucionário durante a Guerra Civil de 1918-1921.

Bill Clinton (1946-presente): Advogado e politico estadunidense, governou o país de 1993-2001 por dois mandatos. Seu governo fora marcado pelo escândalo de seu envolvimento com uma estagiária da Casa Branca.

Pedro, o Grande (1672-1725): Fora czar da Rússia de 1682-1725. Se governo marcou o crescimento econômico, territorial e a modernização do país.

Margaret Thatcher (1927-presente): Conhecida pelo seu governo como primeira-ministra da Inglaterra entre os anos de 1979-1990.

Bruce Lee (1940-1973): Ator, diretor, lutador e mestre de artes marciais estadunidense. Bruce Lee ficou famoso por popularizar os filmes de artes marciais no mundo. É considerado como sendo o mais famoso artista de artes marciais do século XX.

Winston Churchill (1874-1965): Politico, jornalista, escritor e historiador inglês, ficou conhecido pelo seu desempenho como primeiro-ministro durante a Segunda Guerra Mundial. As ações de Chruchill evitaram uma desastre maior para os ingleses, e contribuiram para a vitória contra os alemães. Churchill também exerceu um segundo mandato como primeiro-ministro de 1951-1955, e também ganhou oPrêmio Nobel de Literatura.

Alfred Nobel (1833-1896): Químico e inventor sueco. Nobel fora o criador da dinamite. Alfred deixou como pedido em seu testamento a criação de um prêmio para parabenizar inicialmente os melhores cientistas por seus trabalhos, o prêmio passou a se chamar Prêmio Nobel.

Franklin Delano Roosevelt (1881-1945): Advogado e politico estadunidense, governou o país em dois mandatos de 1933-1945. Roosevelt conviveu com o período da Grande Depressão e a Segunda Guerra Mundial. Em seu governo fora aplicada a politica do New Dealpara se combater a crise financeira que vivenciava os Estados Unidos.

Ernest Hemingway (1899-1961): Escritor estadunidense, atuou como correspondente de guerra durante a Segunda Guerra Mundial. Ganhou o Nobel de Literatura em 1954. Seu livro mais famoso é Por Quem os Sinos Dobram (1940).

Alexandre Pushkin (1799-1837): Escritor, dramaturgo e poeta russo.

Lu Xun (1881-1936): Escritor chinês. Fora membro de grupos esquerdistas, atacou o conservadorismo, defendeu reformas na cultura, na educação e na lingua chinesa. E tido como um dos principais literátos da China moderna.

Chiang Kai-shek (1887-1975): Militar e politico chinês. Fora lider de um partido conservador, conseguiu importantes vitórias para unificar o país sob o governo republicano. Venceu os chamados Senhores da Guerra da China em 1928. Governou o país por alguns anos.

Elizabeth II (1926-presente): Atual monarca do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte e de uma série de antigas possessões inglesas que mantêm um vinculo de formalidade.

Hans Christian Andersen (1805-1875): Poeta e famoso escritor dinarmaquês de histórias infantis. Dentre alguns de seus trabalhos estão: O patinho feio, A pequena sereia, A roupa nova do rei e OSoldadinho de chumbo.

Shirley Temple (1928-presente): Fora uma famosa atriz mirim estadunidense da década de 30.

Albert Einstein (1879-1955): Famoso físico alemão naturalizado suiço e nos Estados Unidos. Einstein é considerado um dos grandes gênios da humanidade. Revolucionou a física teórica com a criação da Teoria da Relatividade.

Leon Tolstoi (1828-1910): Um dos maiores escritores russos e da história da literatura. Tolstoi é mencionado ao lado de outros grandes escritores russos do século XIX como, Gorki e Dostoiévski. Suas obras mais famosas são Guerra e Paz (1865-1869) e Anna Karenina (1873-1877).

Joseph Stálin (1878-1953): Politico russo que atuou no Partido Comunista e a partir de 1922 a 1953 governou como ditador da Rússia.

Leonardo da Vinci (1452-1519): gênio da renascença italiana. Uma das mentes mais prodigiosas da história.

Elvis Presley (1935-1977): Famoso músico e ator estadunidense. Se tornou um ícone da música americana e um ícone internacional do rock. Ganhara o epiteto de o "Rei do Rock".

Robert Oppenheimer (1904-1967): Físico estadunidense, fora diretor do Projeto Manhattan, no qual desenvolveu a bomba atômica.

Henri Matisse (1869-1954): Pintor, desenhista, gravurista e escultor francês.

William Shakespeare (1564-1616): Poeta, dramaturgo, escritor e ator inglês. Considerado o maior escritor da lingua inglesa, e um dos maiores escritores da história.

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791): Famoso compositor austríaco, um dos maiores nomes da música clássica, ao lado deBeethoven e Bach.

Karl Marx (1818-1853): Filósofo, economista, historiador e teórico politico. alemão Desenvolvu o pensamento do comunismo. Sua grande obra fora O Capital. Escreveu ao lado de seu amigo Friedrich Engels, o Manifesto do Partido Comunista

Friedrich Nietzsche (1844-1900): Filólogo e prodigioso filósofo alemão. Dono de um pensamento ousado, Nietzsche concebeu algumas das ideias mais revolucionárias no final do século XIX.

Steven Spielberg (1946-presente): Famoso cineasta estadunidense. Spielberg se notabilizou por dirigir e produzir filmes, que vão desde histórias da Segunda Guerra Mundial, a filmes de ficção cientifica, aventura, infantis, terror, comédia e atualmente animações.

Genghis Khan (1162-1227): Nascido Temudjin, fora um guerreiro, e se tornou um poderoso lider mongol que unificou os clãs mongóis. Se tornou o primeiro imperador mongol e o mais bem sucedido conquistador da história. Formou as bases para o mais extenso império territorial do mundo.

Pablo Picasso (1881-1973): Pintor, desenhista e escultor espanhol, um dos mais famosos artistas do século XX. Fora um dos fundadores do movimento artístico do Cubismo.

Abraham Lincoln (1809-1865): De origem camponesa se formou em direito e se tornou o primeiro presidente do Partido Republicano a ser eleito em 1860. Governou como o décimo sexto presidente americano de 1861-1865. Vivenciou a trágica Guerra de Secessão que quase dividiu completamente o país. Fora o responsável por evitar a separação dos Estados Unidos e a proclamar o fim da escravidão em território americano.

Marie Curie (1867-1934): Fora uma importante química polaca, que ganhou duas vezes o prêmio Nobel, sendo a primeira vez junto com o seu marido Pierre Curie e Becquerel pela descoberta daradioatividade. A segunda vez fora pela descoberta dos elementos químicos rádio e polônio.

Napoleão Bonaparte (1769-1821): Prodigioso militar francês que se tornou imperador da França, governando de 1809-1814 e em 1815 por poucos meses. As consequências das guerras napoleônicas e após o fim do reinado de Napoleão mudaram profundamente as divisões territoriais da Europa e desencadeou outros fatos históricos.

Zhou Enlai (1898-1975): Célebre politico chinês, comandou por muito tempo o Partido Comunista Chinês, além de ser primeiro-ministro de 1949-1958, e assumir outros cargos politicos.

Mao Tsé-tung (1893-1976): Proeminente politico e revolucionário chinês. Mao permaneceu longos anos no comando da República Popular da China de 1949 a 1976. É considerado como tendo sido um ditador. Uma das polêmicas de seu governo fora sua Revolução Culturalocorrida entre 1966-1969.

Li Bai (701-762): Poeta chinês da Dinastia Tang. Considerado um dos maiores poetas da história chinesa.

Charles Darwin (1809-1882): Famoso naturalista inglês, autor daOrigem das Espécies (1859), livro que revolucionou as teorias da evolução.

Confúcio (551-479 a.C): Renomado filósofo, sábio e teórico chinês. O pensamento de Confúcio ainda possui nos dias de hoje forte influência no Oriente. É considerado o "Platão chinês".

Corneliu Baba (1906-1997): Pintor e ilustrador romeno. Tendo sido famoso na Europa Oriental.

Mahatma Gandhi (1869-1948): Advogado e lider espiritual indiano. Conhecido por defender os direitos do povo indiano, além de ser um ativista pelos direitos dos homens, da cidadania, combateu o racismo o preconceito. Fora um defensor do satyagraha (movimento da não-violência).

Auguste Rodin (1840-1917): Famoso escultor francês. A escultura mais famosa de Rodin é O Pensador.

Dwight Eisenhower (1890-1969): Militar e politico estadunidense. Governou o país de 1953-1961. Tendo sido comandante supremo das Forças Aliadas durante a Segunda Guerra. Fora um dos responsáveis pelo planejamento do Dia D.

Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832): Renomado escritor e pensador alemão. Goethe fora um dos precursores do Romantismo na Alemanha. Se interessou também pelas ciências, porém seu trabalho se reteve a literatura. Suas obras mais famosas são Fausto e Os sofrimentos do jovem Werther (1774) livro que o consagrou.

Lao Tsé (?-?): Grande sábio e filósofo chinês. Lao Tsé é considerado ao lado de Confúcio um dos maiores filósofos da China. No entanto ele ainda é uma personagem controversa, não se sabe em que época exatamente viveu e se realmente existiu. É creditado a Lao Tsé as bases do taoísmo.

Ernesto Che Guevara (1928-1967): Médico, fotógrafo e revolucionário argentino. Atuou na Revolução Cubana ao lado de Fidel Castro, se tornando um ícone para o comunismo e para outros revolucionários.

Fidel Castro (1926-presente): Advogado, revolucionário e lider politico cubano. Fidel fora responsável por liderar a Revolução Cubana (1953-1959), e implantar uma república comunista em Cuba, governando como ditador de 1976 a 2008.

Marilyn Monroe (1926-1962): Famosa atriz estadunidense, simbolo sensual do cinema americano. Teve uma carreira e uma vida de polêmicas.

Marlon Brando (1924-2004): Famoso e respeitado ator estadunidense. Um dos papéis mais memoráveis de sua carreira fora sua atuação como a personagem de Don Vito Corleone em o Poderoso Chefão (The Godfather).

Yasser Arafat (1929-2004): Fora lider da Autoridade Palestina, presidente da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e ganhador do Nobel da Paz.

Júlio César (100-44 a.C): Militar, advogado e politico romano. Teve um grande papel nos últimos anos da República Romana, realizando importantes conquistas territóriais, como a Gália, parte do deserto Árabe e a Númidia. César se tornou em 48 a.C ditador de Roma eleito pelo Senado e pelo povo, realizou várias reformas administrativas, econômicas, legislativas e sociais. Governou até 44 a.C quando fora assassinado.

Claire Lee Chennault (1893-1956): Tenente-General do exército e da aeronáutica estadunidense. Serviu durante a Primeira e a Segunda Guerras Mundiais. Fora um eximio aviador, e instrutor de voo. Comandou o grupo Flying Tigers na Segunda Guerra.

Luciano Pavarotti (1935-2007): Famoso tenor italiano.

George W. Bush (1946-presente): Empresário e politico estadunidense. Governou o país por dois mandatos de 2001-2009. Fora o responsável pelo envio das tropas americanas para o Iraque no intuito de caçar Saddan Husshein e Osam Bin Laden, além de por ordem no país.

Osama Bin Laden (1957-presente): Terrorista saudita, um dos homens mais procurados no mundo.

Liu Xiang (1983-presente): Atleta chinês. Ganhou a primeira medalha de ouro no atletismo para a China nas Olimpiadas de Atenas em 2004. É detentor de outros recordes mundiais.

Kofi Anan (1938-presente): Diplomata ganense, fora secretário-geral da ONU de 1997 a 2007. Ganhou o Nobel da Paz em 2001.

Principe Charles (1948-presente): Herdeiro do trono britânico.

Salvador Dali (1904-1989): Influente pintor espanhol. Dalí era notório com suas pinturas surrealistas, mas também atuou como dadaísta e cubista. Seu bigode incomum era sua marca.

Tseu Hi (1835-1908): Imperatriz da China de 1861-1908. Seu governo fora marcado pela opressão, perseguição e um grande número de mortes. Fora considerada uma ditadora.

Ariel Sharon (1928-presente): Estadista e militar israelita. Atuou comoprimeiro-ministro de Israel de 2001 a 2006.

Michael Jordan (1963-presente): Ex-jogador de basquete estadunidense. Ídolo do basquete americano e mundial. Considerado por uns como o melhor jogador de basquete da história.

Henri Toulouse-Lautrec (1864-190): Pintor e litógrafo francês.

Vincent Van Gogh (1853-1890): Famoso pintor holandês, considerado o maior nome do pôs-impressionismo. Teve uma vida marcada por decepções e grandes problemas. Arrancou uma das orelhas, chegou a se enternar num asilo, e no fim tentou cometer suícidio.

Marcel Duchamp (1968-presente): Pintor, escultor e poeta francês.

Michelangelo Buonarroti (1475-1564): Um dos mais famosos artistas da renascença. Exímio pintor e escultor italiano. Dentre seus trabalhos mais notáveis estão as esculturas de Daví e Pietá, e a pintura do teto da Capela Sistina. Michelangelo fora o principal rival de Leonardo Da Vinci.

Yi Sun-Sin (1545-1598): Comandante naval coreano. Venceu a marinha japonesa na Guerra Imjin.

Run Run Shaw (1907-presente): Magnata chinês da mídia.

Jean-Jacques Rousseau (1717-1778): Filósofo, escritor e compositor suiço. Viveu grande parte da vida na França. É um dos mais aclamados e conhecidos filósofos do Iluminismo. Escreveu um importante trabalho no campo teórico político, o Contrato Social.

Otto Von Bismarck (1815-1898): Primeiro-ministro do Império Alemão de 1871-1890. Seu governo de profundo nacionalismo, militarismo e conservadorismo, o marcou como um dos mais lembrados primeiros-ministros da história. Bismarck conseguiu alavancar a economia alemã no final dos século XIX.

Rabindranath Tagore (1861-1941): Conhecido principalmente por ter sido um famoso e respeitado poeta indiano. Tagore conviveu comGandhi e o apoio em suas manifestações. Ganhou o Nobel de Literatura de 1913.

Song Qingling (1893-1981): Fora uma estadista chinesa. Fora uma das primeiras mulheres a chegar ao cargo da vice-presidência, sendo neste caso o presidente seu marido. Ocupou outros cargos no governo republicano, e ganhou prêmios honorários por seus trabalhos. Era conhecida como uma das três irmãs Song.

Madre Teresa de Calcutá (1910-1997): Missionária albanesa, naturalizada indiana. Fora uma das mais conhecidas e importantes missionárias do século XX. Conhecida por sua grande dedicação a fé, a bondade e a caridade.

Hideki Tojo (1884-1948): Militar e politico japonês. Fora um importante general japonês durante a Segunda Guerra Mundial, além de exercer o cargo de primeiro-ministro durante a guerra.

Qi Baishi (1864-1957): Notório pintor chinês.

Qin Shi Huang (260-210 a.C): Fundador do Império Chinês e seu primeiro imperador. Ordenou a construção da Grande Muralha e dosguerreiros de terracota. Unificou a China sob seu poder, unificou os pesos e medidas, o idioma e as leis.

Mikhail Gorbachev (1931-presente): Estadista russo. Forasecretário-geral do Partido Comunista da URSS (1985-1991) epresidente da URSS de 1990 a 1991.

Li Tiezi: Artista taiwanês, um dos autores do quadro.

Dai Dudu: Artista taiwanês, um dos autores do quadro.

Zhang An: Artista taiwanês, um dos autores do quadro.

Dante Alighieri (1265-1321): Politico, linguista, escritor e famoso poeta italiano. Autor da Divina Comédia.
Por fim após esta lista de 100 nomes (tirando os próprios autores), na opinião de vocês, caros leitores quem deveria estar também nesta obra e porque? Contudo deve-se levar em consideração que o quadro fora pintado em 2006, sendo assim qualquer personalidade que ganhou fama após esta data não vale. 

sábado, 30 de março de 2013

ESTADO PROVIDÊNCIA

Guernica, óleo sobre tela, de picasso (1937)



Óleo sobre tela, 7,76 x 3,49 m, Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofía, Madrid


A 26 de abril de 1937, os bombardeiros alemães Stuka da Legião Condor, que apoiam as tropas nacionalistas de Franco, arrasam Guernica, pequena cidade basca onde os republicanos resistem. Pablo Picasso inspira-se nas fotografias a preto e branco, logo publicadas pelo Le Soir, e compõe a imensa tela para o pavilhão espanhol da Exposição Universal de Paris (1937).
 TEMA E SIGNIFICADO: Guernica descreve o efeito da guerra sobre o espírito de Picasso, constituindo um grito contra os sanguinários acontecimentos que destruíram a Espanha através da guerra civil de 1936-39 e contra a contínua desumanidade do Homem.
 Tudo no quadro tem significado
o grito da mãe que segura o filho morto está representado pela língua, que sugere um punhal ou um estilhaço de vidro; igualmente a agonia do cavalo que, segundo Picasso representava a angústia do povo, a dor é sugerida pela mesma língua em forma de punhal.
-Por cima da cabeça do cavalo é visível um candeeiro aceso que sugere o olho de Deus que tudo vê e que parece gritar de horror.
-No lado esquerdo da tela encontra-se o touro (representa a brutalidade), este poderá simbolizar a resistência do povo espanhol ou o general Franco.
 -A única flor no centro do quadro, para além de parecer aumentar todo o horror desta cena, é uma imagem de esperança numa vida nova.
-A figura à direita tem os braços erguidos como que a desviar as bombas que caem do céu.
-Em baixo, o homem ferido segura a espada partida, símbolo da resistência heroica.
 TÉCNICA: 
Deverá ser realçado que todos os rostos são desenhados no estilo cubista, abolindo a distinção entre o perfil e a frente. O cubismo desmantela por completo a perspetiva e propõe uma visão intelectualista do espaço. Desta nova conceção de pintura resulta a separação entre a representação figurativa dos objetos e a sua realidade natural. Os cubistas procederam à decomposição das imagens em planos, segundo os vários ângulos de visão, reduzindo-os a uma articulação dinâmica de pequenos sólidos geométricos. Para conseguirem um geometrismo mais perfeito procederam à eliminação dos elementos acessórios e deram menor importância à cor.
 Indignado com a vitória dos nacionalistas, Picasso recusou a ida de Guernica para Espanha. Deixou expresso que a obra só lá ficaria com o restabelecimento da democracia. A morte do ditador Francisco Franco, em 1975, permitiu finalmente que Guernica pisasse solo espanhol.

O NEW DEAL- AMÉRICA APÓS A CRISE DE 1929


PROPOSTA DE RESOLUÇÃO

 O New Deal foi um programa de reformas sociais e económicas empreendido pelo presidente Roosevelt, nos EUA, a partir de 1933. Tinha como objetivos a superação dos efeitos da Grande Depressão originada pela crise de 1929, num primeiro momento, e a promoção e garantia do bem-estar da população americana, numa fase posterior. A superação da crise económica passava pelo aumento do consumo através da resolução do problema do desemprego. É esta a mensagem transmitida pelo cenário que envolve as duas figuras representadas no centro da gravura. Vemos, com efeito, trabalhadores vigorosos dedicados a uma multiplicidade de tarefas, evidenciando a importância do trabalho para o governo de Roosevelt. A garantia do bem-estar da população americana é evidenciada pela atitude das figuras destacadas no centro. A figura que se encontra de pé (parece ser a do próprio Roosevelt) simboliza o Estado americano, com a mão protetora sobre o ombro da figura sentada, um idoso anónimo, que representa a população mais carenciada. No seu conjunto, a gravura constituiu uma manifestação da divulgação da nova política económica implementada por Roosevelt com o objetivo de conquistar a confiança da sociedade americana. Por outro lado, constituiu uma alegoria ao Estado-Providência, mostrando uma sociedade equilibrada e feliz, onde todos têm o seu emprego e onde aqueles que não podem trabalhar por doença ou devido à velhice têm o suficiente para poderem viver com dignidade.
 Preparação para o Exame Nacional, História A, 12.º Ano, Porto Editora

SURREALISMO

Início: O surrealismo surge com o Manifesto do Surrealismo, de André Breton, publicado em 1924, em Paris.
Influências: É marcado pela influência do movimento Dada e pela doutrina psicanalítica de Freud. Características: Influenciado pelo pensamento freudiano, o surrealismo valoriza a exploração do inconsciente e do subconsciente e recusa a racionalidade. Deste modo, os autores recriam, um mundo imaginário repleto de cenas grotescas e insólitas, de sonhos e de alucinações. O surrealismo mantém a rebeldia e a contestação de toda a tradição, tal como já o tinham feito os dadaístas.
Os surrealistas aproximaram-se dos movimentos políticos de esquerda e do comunismo e pretenderam partir da base sólida científica da psicanálise. O surrealismo não foi apenas inovador na temática, mas também nas técnicas adotadas. Por exemplo, Max Ernst combinou frequentemente a colagem e a frottage (processo semelhante ao do passatempo infantil de esfregar um lápis num papel colocado sobre uma moeda).
Principais praticantes: Os seus principais representantes foram Picasso, Max Ernst, André Masson, Hans Arp, Joan Miró, René Magritte, Salvador Dalí, entre outros.
Esta vanguarda marcou as tendências artísticas ocidentais entre os anos 30 e os anos 60.
Resistiu à 2.ª Guerra Mundial, sobrevivendo até 1966, data da morte de André Breton.

Miró, Mulher, Flor e Estrela (1934)

ARTE NO INÍCIO DO SÉCULO XX


Um pequeno exercício

1. Lê atentamente, as fontes 1 a 10.
1.1.  Atribui um título a cada uma das fontes, inserindo-as numa das vanguardas artísticas que estudaste.
1.2.  Justifica a tua opção.
 Fonte 1
«Fui seduzido pela cor. (…) As cores tornaram-se dinamite. Elas são detonadas pela luz.» (André Derain, 1903)
André Derain, Porto de Pesca (1905)
Fonte 2
«Apenas o desejo inexplicável de captar aquilo que vi e senti e de encontrar a expressão mais pura para isso.» (Karl Schmidt-Rottluff, 1910)
Max Pechstein, Três nus numa paisagem, 1911

Fonte 3
«O nome, nós o achámos quando estávamos sentados numa mesa de um café de Sindelsdorf; ambos amávamos o azul, (Franz) Marc os cavalos e eu os cavaleiros. Assim o nome veio por si.»(Vassily Kandinsky, 1930)
Franz Marc, Grandes Cavalos Azuis, 1911
Fonte 4  
«Não se deve querer fazer uma vez mais aquilo que a natureza já fez perfeito. Não se deve querer parecer verdadeiro pela imitação das coisas que são transitórias e mutáveis e que nos parecem ilusoriamente imutáveis. As coisas em si não existem. Só existem através de nós (…). Os sentimentos deformam, o espírito forma. Só há certezas naquilo que o espírito engendra (…) Gosto da disciplina que corrige a emoção.» (Georges Braque)
Georges Braque, Viaduto em l'Estaque, 1908
Fonte 5
«Muitas vezes utilizei folhas de jornal para as minhas colagens a papel, mas não para fazer um jornal.» (Picasso)
Pablo Picasso, Guitarra, 1913
Fonte 6
«A obra de arte reflete-se à superfície da consciência. Ela encontra-se “mais longe” (…) Há ali também como o vidro transparente, mas duro e rígido, que impede todo o contacto direto e íntimo. Lá, ainda, temos a possibilidade de penetrar na obra, de aí nos tornarmos ativos e de viver a sua pulsação através de todos os nossos sentidos.» (Vassily Kandinsky)
Kandinsky, Improvisação no desfiladeiro, 1914
 Fonte 7
«Para que uma arte se torne abstrata, quer dizer, para que não revele nenhuma relação com o aspeto natural das coisas reveste fundamental importância a lei da desnaturalização da natureza. Em pintura, a cor primária mais pura possível é o que produz essa abstração da cor natural.» (Piet Mondrian)
Piet Mondrian, Composição com amarelo, azul e vermelho, 1921
Fonte 8
«Apreciemos o ruído das vozes, a divisão matemática do trabalho nos laboratórios, os apitos dos comboios, a confusão das plataformas da estação e da agitação! E a velocidade! E a precisão! Apreciemos o som das sirenes (…), o som dos motores e o som incomodativo das cadeias de montagem.» (Umberto Boccioni, 1912)
Luigi Russolo, Dinamismo do Automóvel, 1913
Fonte 9
«Sentia-me livre e sentia a necessidade de gritar a minha alegria ao mundo … também é possível gritar com materiais degradados, e foi o que fiz, colando-os e pregando-os com pregos.» (Kurt Schwitters, 1919)
Marcel Duchamp, Roda de Bicicleta, 1913
Fonte 10
«Creio na futura dissolução destes aparentemente contraditórios estados de sonho e de realidade numa espécie de realidade absoluta, que se poderia dizer: sur-realité.» (André Breton, 1924)

"O Sono" (1937), do pintor espanhol Salvador Dalí

OBJECTIVOS DA FICHA DE AVALIAÇÃO

Módulo 7. Crises, embates ideológicos e mutações culturais na primeira metade do séc. XX
 Unidade 1. As transformações das primeiras décadas do século XX
 Explicar as alterações políticas após a 1.ª Guerra Mundial.
Avaliar o papel da SDN no período entre as duas guerras mundiais.
Explicitar a difícil recuperação económica da Europa e a dependência em relação aos EUA.
Explicar a ascensão dos EUA no pós 1.ª Guerra Mundial.
Descrever a situação que levou à revolução de outubro de 1917.
Distinguir a revolução de outubro da revolução de fevereiro.
Mostrar que os decretos revolucionários criaram a democracia dos sovietes.
Relacionar o comunismo de guerra com as dificuldades da Rússia e a instauração da ditadura do proletariado.
Caracterizar o centralismo democrático.
Interpretar a Nova Política Económica (NEP).
Relacionar a regressão do demoliberalismo com o impacto da revolução russa, a radicalização dos movimentos sociais e a emergência de autoritarismos.
Caracterizar o clima de pessimismo e incerteza nas primeiras décadas do séc. XX.
Expor as principais transformações da vida urbana e a nova sociabilidade.
Relacionar o estilo de vida urbano dos inícios do século XX com a crise dos valores tradicionais.
Enunciar os objetivos dos movimentos de emancipação da mulher nos princípios do século XX.
Relacionar a crise do positivismo com a emergência do relativismo.
Explicar os princípios fundamentais da psicanálise e o seu impacto na cultura e na arte.
Caracterizar as vanguardas artísticas e as suas principais inovações estéticas.

TIGRES E DRAGÕES

TIGRES E DRAGÕES
Para esclarecer a dúvida, que surgiu hoje na sessão de esclarecimento de dúvidas a este propósito, se reitera o seguinte: A denominação "tigres asiáticos" é usada em referência a 4 territórios da Ásia: Singapura, Coreia do Sul, Taiwan (ou Formosa) e Hong Kong (hoje uma região administrativa da República Popular da China). Estas quatro economias apresentam em comum o rápido crescimento económico e desenvolvimento industrial e tecnológico entre as décadas de 1970/90 (o próprio termo tigre está relacionado com a forma agressiva e rápida com que actuaram a nível económico - seguindo o exemplo do Japão).
Para se desenvolverem tão rapidamente, apoiaram-se: numa política de baixos impostos, em investimentos em tecnologia e educação, em incentivos às exportações, na abertura à entrada de capital estrangeiro, na forte participação na economia de mercado e inserção na globalização; na grande oferta de mão-de-obra barata e pouco reivindicativa.
Assim sendo, os dragões vieram-se implementar posteriormente e são constituídos pela Malásia, Indonésia, Filipinas e Tailândia. (Existe muita confusão em diversa bibliografia pois existem correntes actuais da Economia que utilizam também para estes países a denominação de "novos tigres asiáticos" juntando-lhes ainda o Vietname. Mas nós em História mantemos a denominação de dragões para estes quatro, para os distinguirmos dos que surgiram antes - os primeiros tigres.)

MUTAÇÕES NOS COMPORTAMENTOS E NA CULTURA

Uma nova sociabilidade 
 O inicio do século trouxe às cidades do mundo ocidental um movimento frenético que inspirava optimismo e esperança. Apesar de tudo as memórias do conflito e da crise ainda perduravam principalmente nas cidades europeias dos países ainda atingidos pela recessão. A estandardização dos comportamentos desenvolveu-se do que resultou uma massificação de preconceitos e crenças interiorizadas por grandes grupos de pessoas geralmente habitando nas cidades. Generalizava-se uma cultura de massas que era também uma cultura de ócio. Desenvolveram-se os espaços e a indústria de entretenimento subsidiadas pela classe média que acedia a todo o tipo de bens de consumo e conteúdos culturais. O desporto, o espectáculo e a cultura adquiriram novo dinamismo e projecção tornando-se sectores económicos de grande investimento impulsionados pelos factores acima citados.
 A crise dos valores tradicionais 
 A par de uma transformação nos hábitos a sociedade ocidental assistiu a uma erosão progressiva nos seus costumes e valores mais ancestrais. A burguesia, herdeira de uma posição privilegiada sentiu os efeitos desse desgaste ainda acelerado pela descrença nos valores propagandeados pelas revoluções liberais. Perante as dificuldades e o sofrimento, as classes mais baixas sentiram que a sua sorte poderia depender da movimentação e acção política. Tal crença levou-as a adoptar ideologias que no ambiente difícil do pós-guerra não tardaram a dominar largos sectores da população nomeadamente nos países mais industrializados. A família, o casamento, a religião e mesmo as mais básicas regras de conduta e da moral passaram a sofrer os efeitos de um individualismo e uma anomia crescentes que tiveram como efeito o desenraizamento e a marginalidade típicas das sociedades urbanas mas também o relativismo dos valores e das crenças.
 A emancipação feminina 
A mulher adquiriu projecção nova nesta sociedade. A sociedade descobriu uma presença cada vez mais constante da mulher em todos os domínios. Espectáculo, política, desporto, cultura, arte, ciência, vida social eram ambientes onde a mulher se distinguiu e onde se impôs. Desde o século XIX a mulher lutava pelo reconhecimento da sua posição não só na sociedade mas mesmo na família. A partir de inícios do século XX o direito ao voto passou a ser reivindicado pelos movimentos feministas. Destacaram-se as sufragistas britânicas lideradas por Emmeline Pankurst que recorreram a todo o tipo de argumentos e formas de luta para exigir um tratamento igual ao dos homens. Em Portugal, Maria Veleda, Ana Castro Osório, Adelaide Cabete e Carolina Beatriz Ângelo destacaram-se na Liga Republicana das Mulheres Portuguesas. Só no final da Primeira Grande Guerra é que as mulheres europeias começaram a ver os seus direitos políticos reconhecidos.
 Descrença no pensamento positivista e as novas concepções positivistas 
 No início do século XX, rejeição gradual do racionalismo e positivismo científico. Outras vias se abrem ao pensamento humano. · Begson considerava que além da Física e Matemática, existia um pensamento intuitivo que explicava os comportamentos humanos e libertava os homens do espartilho racionalista. · Teoria Quântica, a energia desenvolve-se através de movimentos muito rápidos de porções mínimas e variáveis de matéria, os quantum. ·
  Teoria da Relatividade, tempo decorre mais depressa ou devagar consoante a velocidade dos corpos. A verdade científica não tinha o grau de certeza que até então se pensava. Surgiu assim o Relativismo. Concepções psicanalíticas
 Freud desenvolveu a Psicanálise que divide a mente em três zonas: inconsciente, subconsciente e consciente. O inconsciente influencia muitos dos nossos comportamentos explicando-os através de noções como a de recalcamento e sublimação, sonhos e livre associação. A psicanálise influenciou a sociedade e a arte admitindo comportamentos e leituras da realidade alternativos aos do senso comum.
 As vanguardas artísticas:
- rupturas com os cânones das artes e da literatura O movimento modernista desenvolveu-se nos inícios do século XX a partir da Europa e em cidades cosmopolitas e com forte movimentação cultural como Paris, ponto de encontro das vanguardas culturais da Europa e do mundo. Reagindo contra o classicismo naturalista e o paradigma romântico e conformista do século XIX os movimentos artísticos vanguardistas procuraram exprimir um intimismo de raiz psicológica matizado com a visão relativista dos fenómenos, admitindo visões alternativas e desfigurando a realidade.

Os anos loucos - Dance Craze

1920 é o Charleston

1920, Fox Trot

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Independência da Índia: Não-violência e desobediência civil de Ghandi

Independência da Índia: Não-violência e desobediência civil de Ghandi

Entre as consequências da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), pode-se apontar a descolonização e o surgimento de várias novas nações na África e na Ásia.
São países que se libertaram do jugo das velhas potências colonialistas, como a Argélia e o Congo, continente africano, e o Laos, a Tailândia, o Camboja e a Indonésia, no asiático. Contudo, um dos momentos mais importantes desse processo foi a independência da Índia.
País de dimensões continentais, com cerca de 3,3 milhões de km², o país - dividido em vários principados - era dominado pela Inglaterra desde o século 18 e constituía uma das mais importantes colônias britânicas sob o aspecto econômico. Em 1885, surgiu o primeiro movimento nacionalista na região, encabeçado por intelectuais indianos.
Entretanto, até o fim da Primeira Guerra Mundial (1914-1918) o movimento nada conseguiu. A partir daí, passou a enfrentar uma Inglaterra enfraquecida economicamente e com dificuldades para manter seu extenso império, construído ao longo dos séculos 18 e 19. Por outro lado, a Índia estava marcada há cinco séculos pela divisão religiosa entre hindus e muçulmanos, grupos religiosos que criaram suas próprias organizações políticas em prol da independência.
"Mahatma" Gandhi
O grupo que se destacou foi o Partido do Congresso, que reunia os hindus. Contava com um líder extraordinário, o advogado Mohandas Gandhi, chamado de "Mahatma" ou "Grande Alma", nome que ele mesmo rejeitava. Gandhi pregava a resistência à dominação e a luta contra os britânicos por meio da não-violência e da desobediência civil, métodos que já havia empregado contra o Apartheid, na África do Sul, onde vivera.
A ação de Gandhi consistia em desobedecer as leis inglesas sem se importar em sofrer as consequências do ato, em boicotar os produtos ingleses, em fazer greves de fome para que hindus e muçulmanos deixassem de lado as divergências religiosas e se unissem em favor da causa comum: a independência. Sua figura acabou por conquistar admiradores no mundo todo, inclusive na Inglaterra e o gandhismo inspira até hoje os movimentos pacifistas.
Ainda assim, os adeptos do islamismo na Índia se uniram na Liga Muçulmana, sob o comando de Mohamed Ali Jinnah, decididos a agir por conta própria o que os levava a frequentes choques com os hindus. Os governantes ingleses se aproveitavam dessas realidades e as insuflavam, como forma de retardar o processo de independência.
Concessão da Independência e conflito com o Paquistão
A Segunda Guerra Mundial, porém, enfraqueceu ainda mais a Inglaterra, de modo que, ao fim do conflito, não conseguiu mais manter o domínio sobre a Índia. Em 15 de agosto de 1947, a independência da Índia foi concedida. O país, porém, ainda enfrentava forte tensão entre os grupos religiosos rivais e se fragmentou em dois, a Índia propriamente dita e o Paquistão, sendo que este estava geograficamente dividido em Oriental e Ocidental, com um enclave indiano entre ambos.
Portanto, a violência religiosa e a disputa por terras prevaleciam. Gandhi que pregava a paz e a união de hindus e muçulmanos foi assassinado em 1948 por um radical hindu. No mesmo ano, a ilha do Ceilão, a sudeste do subcontinente indiano, tornou-se um Estado independente, com o nome de Sri Lanka. Do mesmo modo, o Paquistão oriental formaria um novo país, Bangladesh, em 1971.
Hoje, na República da Índia, os conflitos entre hindus e muçulmanos são menores, embora persistam. Outros dois grupos religiosos também têm força no país, os budistas e os sikhs, uma seita hinduísta com características próprias. As relações com o Paquistão ainda são conflituosas, em especial no que se refere à província indiana da Caxemira, no norte do país.

11 de setembro de 2001: O maior atentado terrorista de todos os tempos

Vitor Amorim de Angelo

Existem eventos que só se transformam em datas históricas tempos depois, quando, em retrospectiva, atribui-se a eles uma importância crucial para os rumos tomados pela História. Mas há também alguns fatos que já nascem com a marca da mudança, tão evidente é a sua importância para os caminhos percorridos depois. Nem é preciso algum afastamento para concluir que tal evento será, para sempre, um divisor de águas da História – um acontecimento que, seja qual for a forma como venha a ser narrado o passado, jamais deixará de estar presente na linha do tempo como um ponto de inflexão, de mudança de rumo. Este é, precisamente, o caso do 11 de setembro de 2001. Naquele final de inverno nos Estados Unidos, os norte-americanos e o mundo viveram um dia que para sempre será lembrado como histórico – e também como trágico.
Os ataques à Nova York e ao Pentágono
Eram quase 9h da manhã em Nova York quando um avião sequestrado por terroristas islâmicos teve sua rota desviada em direção a uma das torres do World Trade Center – um dos prédios mais altos do mundo. Inicialmente, imaginou-se que se tratava de um acidente aéreo de grandes proporções, mas não de um ataque premeditado. Porém, quando cerca de 20 minutos depois um outro avião chocou-se contra a segunda torre do WTC, ficou claro que os Estados Unidos estavam sendo vítimas de atentados terroristas cuidadosamente planejados
Poucos minutos mais tarde, um terceiro avião, também sequestrado, foi jogado contra o Pentágono, a central de inteligência norte-americana, cuja sede fica próxima à capital do país, Washington D.C. Havia ainda um quarto avião, que acabou caindo na Pensilvânia antes de atingir seu alvo. Segundo as investigações feitas posteriormente, o plano dos terroristas era jogar a aeronave contra o Capitólio – a sede do Poder Legislativo dos EUA.
Em Nova York, o choque dos aviões contra as torres do WTC desestabilizaram a estrutura dos edifícios, que caíram cerca de duas horas depois dos ataques. Antes disso, entretanto, uma cena desoladora foi transmitida ao vivo pelas televisões de todo o mundo: desesperadas, pessoas que estavam acima dos andares atingidos pelos aviões, sem terem como fugir dos prédios em chamas, jogavam-se do alto das torres. No fim, morreram elas, os bombeiros que haviam chegado ao WTC para socorrer os feridos pelo primeiro ataque, os passageiros dos quatro aviões, funcionários do Pentágono, inúmeras pessoas que trabalhavam nas torres gêmeas de Nova York, entre outros, num total de quase 3 mil pessoas.
Desdobramentos do 11 de setembro para os EUA e o mundo
Se o impacto humano dos ataques de 2001 foi evidente, o 11 de setembro teve desdobramentos que vão muito além da morte de milhares de pessoas. Imediatamente, as bolsas de valores do mundo todo entraram em crise. Afinal, afora as incertezas quanto ao impacto do 11 de setembro sobre a economia mundial, os ataques provocaram perdas humanas inestimáveis para muitas empresas sediadas no WTC, mobilizaram as companhias de seguros numa proporção poucas vezes vista e prejudicaram enormemente o mercado de aviação civil nos EUA e no mundo.
Do ponto de vista social, os ataques também trouxeram para o primeiro plano os muçulmanos radicais, favoráveis à guerra santa – a chamada Jihad islâmica. Não raro passou-se a confundir árabes com muçulmanos de todas as matizes, como se fossem, todos, homens e mulheres-bombas dispostos a atacar qualquer ponto em qualquer lugar e a qualquer momento. Disso para o preconceito e a intolerância étnica e religiosa foi passo apenas. No cotidiano dos cidadãos norte-americanos, a vida seguiu sob a sombra de uma nova ameaça terrorista, o que exigiu mudanças de hábitos, sobretudo em termos de segurança pública.
Militarmente, os desdobramentos do 11 de setembro foram enormes. Os ataques podem gerar a falsa impressão de que não havia terrorismo antes de 2001, o que é uma inverdade. Mas, tendo em vista que aquele episódio foi, simultaneamente, não apenas o principal ataque terrorista da História como também o primeiro ataque estrangeiro contra civis sofrido pelos EUA em território norte-americano, a resposta do governo foi contundente.
De um lado, o então presidente George W. Bush fez aprovar o USA Patriot Act, que concedeu ao governo a prerrogativa de, numa democracia, poder invadir lares, espionar cidadãos, interrogar suspeitos de espionagem ou terrorismo (inclusive empregando tortura) sem lhes dar direito à defesa ou a julgamento. Ou seja, medidas antidemocráticas, que tolhiam as liberdades civis, passaram a ser vistas como necessárias para salvar a própria democracia. De outro lado, os EUA lideraram, com a participação de vários países, a chamada Guerra ao Terror contra o Eixo do mal, que levou à invasão ao Iraque e ao Afeganistão, acentuando ainda mais o antiamericanismo no mundo islãmico.Se as mortes de Saddam Hussein e Osama bin Laden porão fim ao choque de civilizações e de culturas que marcou o primeiro decênio do século XXI é uma questão ainda em aberto.
Vitor Amorim de Angelo é historiador e doutor em Ciências Sociais pela Universidade Federal de São Carlos. Atualmente é professor do mestrado em Ciências Sociais da Universidade Vila Velha.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

CONTEÚDOS PARA EXAME

Conteúdos
Relativamente aos conteúdos, o Programa da disciplina acentua a importância da história de Portugal e da história contemporânea na formação do aluno e define globalmente uma orientação metodológica que implica a progressiva construção do saber histórico.
A prova incide nos conteúdos de aprofundamento e nos conceitos estruturantes fixados nos módulos do último ano curricular do programa de História A.
Poderão ser requeridas articulações entre estes conteúdos e estes conceitos e os restantes sempre que
a orientação fixada nos módulos o exija.
Assim, são objeto explícito de avaliação os conteúdos de aprofundamento dos módulos 7, 8 e 9 do Programa de História A.

sábado, 29 de dezembro de 2012

Parecer sobre a Prova escrita de História A, 12º ano de Escolaridade


Parecer sobre a Prova escrita de História A, 12º ano de Escolaridade
Prova 623/1ª Fase; 2012
Uma prova de História de final do ensino secundário deve ser uma prova exigente, que
teste não apenas os conhecimentos adquiridos pelos alunos, mas também as suas
competências históricas, desenvolvidas ao longo dos três anos que constituem este ciclo
de ensino. Entre estas competências, contam-se a capacidade crítica e a capacidade de
refletir sobre determinados acontecimentos e processos, partindo da análise de
documentos variados e, por vezes, contraditórios.
Neste sentido, considera a APH que a prova de História A do 12º ano é uma prova
equilibrada em termos cronológicos e quanto aos conteúdos escolhidos, abrangendo três
momentos fundamentais da História contemporânea, mundial e nacional (Revolução
Soviética, Estado Novo, Globalização e Problemas Transnacionais).
A mudança, conceito de segunda ordem, constitui a linha condutora da prova, estando
presente nos três grupos que a constituem.  Paralelamente, a prova estabelece uma outra
linha condutora entre os dois primeiros grupos  - o impacto económico e social de
determinadas políticas levadas a cabo por regimes totalitários de esquerda e de direita.
Consideramos que a existência destas ligações entre grupos e questões é importante, já
que evita, de alguma forma, a dispersão na reflexão de quem está a resolver a prova.
Consideramos as questões colocadas como adequadas aos documentos fornecidos,
existindo também uma preocupação em apresentá-los de vários tipos - encontramos na
prova documentos escritos, imagens e gráfico. Neste ponto, o único senão é o facto de
todos eles serem fontes primárias, não existindo nenhuma reflexão historiográfica sobre
os temas em análise.
Consideramos positiva a introdução de dois documentos com perspetivas contrárias
(documentos 3 e 4 do grupo II), apesar de considerarmos que se poderia ter ido um pouco
mais longe - para quando a introdução da multiperspetiva?
Quanto aos critérios de classificação, consideramos que foi feito um grande esforço nesse
sentido. São suficientemente variados para cobrirem a grande maioria das hipóteses de
resposta, facilitando o trabalho dos professores classificadores, eliminando algumas
possíveis injustiças e assim estabelecendo uma maior equidade entre todos ao alunos
sujeitos a esta prova.
A Direção da APH

Parecer sobre a Prova escrita de História A, 12º ano de Escolaridade
Prova 623/2ª Fase; 2012
A APH  considera  que a prova de História A do 12º ano é uma prova
equilibrada em termos cronológicos e quanto aos conteúdos escolhidos,
abrangendo três momentos fundamentais da História contemporânea, mundial e
nacional (Portugal e o mundo após a Primeira guerra Mundial,  O mundo
capitalista ocidental da Segunda Guerra Mundial à atualidade, o 25 de abril e as
opções da política externa portuguesa).
Mais uma vez se verifica, à semelhança da Prova de História A da 1ª fase,
que a prova possui uma lógica interna, conseguida através da existência de uma
linha condutora,  marcada pelos conceitos de rutura  e de mudança.  Neste caso
particular, mudanças ocorridas no mundo e em Portugal após os momentos de
rutura que são as duas guerras mundiais e a revolução do 25 de abril de 1974.
Consideramos, como já o fizemos para a prova da 1ª fase, que a existência
destas ligações entre grupos e questões é importante, já que evita, de alguma
forma, a dispersão na reflexão de quem está a resolver as provas.
Consideramos as questões colocadas como adequadas aos documentos
fornecidos, existindo também uma preocupação em apresentá-los de vários tipos -
encontramos na prova documentos escritos, imagens e  tabela. Neste ponto, o
único senão é o facto de todos eles serem fontes primárias, não existindo nenhuma
reflexão historiográfica sobre os temas em análise.
Consideramos positiva a introdução de dois documentos com perspetivas
contrárias (documentos 3 e 4 do grupo II).
Quanto aos critérios de classificação,  a nossa reflexão é idêntica à que
efetuámos para a prova da 1ª fase.
A Direção da APH