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domingo, 19 de janeiro de 2014

Barack Obama

"Se existe alguém que ainda duvide que os Estados Unidos sejam o lugar onde todas as coisas são possíveis, que ainda questione a força de nossa democracia, a resposta está aqui esta noite."

Hong Kong e Macau – os dois últimos territórios chineses

Cerimónia de entrega de Macau à China por parte de Portugal

“Declaração conjunta do Governo da República Portuguesa e do Governo da República Popular da China sobre a questão de Macau [...] 1. O Governo da República Portuguesa e do Governo da República Popular da China declaram que a região de Macau [...] faz parte do território chinês e que o Governo da República Popular da China voltará a assumir o exercício da soberania sobre Macau a partir de 20 de Dezembro de 1999. [...]”

(Pelo Governo da República Portuguesa, Aníbal Cavaco Silva; pelo Governo da República Popular da China, Zhao Ziyang)

Modernização e abertura da China à economia de mercado:Massacre de Tiananmem.


“Em 1986, a China tinha-se tornado o segundo maior produtor mundial de carvão e o quarto maior produtor de aço. O PIB tinha aumentado a uma taxa superior 10% ao ano entre 1978 e 1986, enquanto, nesse intervalo de tempo, o valor da produção industrial duplicava. O rendimento camponês per capita quase triplicou e, em 1998, calcula-se que a família camponesa média tenha conseguido amealhar, em conta bancária, o equivalente a seis meses do seu rendimento. Numa perspectiva de longo prazo, o progresso é ainda mais impressionante. O comércio externo chinês aumentou um valor per capita cerca de vinte e cinco vezes superior entre 1950 e o meio da década de 1980.”

(J. M. Roberts, História do Século XX, Volume II)

“A competição chinesa é o pre-âmbulo de uma economia global repleta de novos actores. [...] A China é, obviamente, um temível competidor. Desde 1990 as suas exportações cresceram 13 vezes. O PIB quintiplicou. Recebe 1,5 mil milhões de dólares de investimento estrangeiro por semana. Dentro de 20 anos, deverá ser a maior economia do mundo, com a dos EUA em segundo, a da Índia em terceiro, enquanto a União Europeia (EU) se irá secundarizando. [...]”

(Pedro Jordão, As Ameaças Chinesas, em revista Visão, 15 de Junho de 2006)

“A 2 de Junho, as primeiras unidades militares penetraram nos subúrbios da capital a caminho da Praça de Tiananmem. A repressão que se seguiu foi implacável. O estudantes ofereceram resistência com armas improvisadas e barricadas, mas os soldados abriram passagens à força. A 4 de Junho, os estudantes e alguns simpatizantes foram expulsos com armas de fogo e gás lacrimogéneo, e o seu acampamento foi brutalmente arrasado sob as lagartas dos tanques que irromperam na praça. A chacina prolongou-se por vários dias e ter-se-ão seguido umas dez mil detenções. [...] O número dos que morreram... (rondam) ... os 400 e os 2000 mortos; parece que o total tenha ficado abaixo dos 1000, mas não há certezas.”

 (J. M. Roberts, História do Século XX, Volume II)

ASEAN (Associação das Nações do Sudeste Asiático)

ASEAN (Associação das Nações do Sudeste Asiático) – um espaço económico que tem como objectivo fazer países desta zona, dado o crescente aumento das trocas inter-regionais, concorrerem com os três grandes pólos de desenvolvimento económico: E.U.A, Europa e Japão.

ASEAN – Perspectiva 2020 Nós, os chefes de Estado/Governo da Associação das Nações do Sudoeste Asiático... [...] ... Decidimos, entre outras, tomar as seguintes medidas: - manter a estabilidade macroeconómica e financeira da região através da harmonização das políticas macroeconómicas e financeiras; [...] - incrementar a livre circulação de serviços dentro da região; - promover a liberalização do sector financeiro e uma cooperação mais estreita no campo monetário [...]; [...] - promover o desenvolvimento do capital humano em todos os sectores de economia através de uma educação de qualidade, do aumento de competências e de treino. [...]”

 (Kuala Lampur, 15 de Dezembro de 1997)

Segundo grupo económico Ásia-Pacífico – “Tigres Asiáticos”


Tigres Asiáticos
Desde meados da década de 1970 e 1980 algumas regiões da Ásia (Singapura, Hong Kong, Coreia do Sul e Taiwan), vêm obtendo um alto índice de desenvolvimento econômico, superando suas expectativas e ganhando força e destaque no cenário da economia mundial. Por sua agressividade na área da economia e devido à sua localização, estas regiões ficaram conhecidas mundialmente como os Tigres Asiáticos.
 Os Novos Tigres Asiáticos 
Devido ao constante desenvolvimento económico apresentado pelos Tigres Asiáticos, países vizinhos do sudoeste tiveram suas economias impulsionadas, aumentando o processo de industrialização em regiões como Tailândia, Filipinas, Vietname, Malásia e Indonésia, formando assim os Novos Tigres Asiáticos.
Em suas regiões foram instaladas indústrias bastante tradicionais como as de calçados, têxteis, alimentícias, de brinquedos e produtos eletrônicos.
 Estes juntamente com os Tigres Originais já fazem parte de redes de negócios com Estados Unidos, Japão e outras nações desenvolvidas.

ROBÓTICA


“A indústria robótica tem sido incentivada pelo Governo da Coreia (do sul) e desenvolve a tecnologia mais desafiadora desde 1986, quando a Daewoo concebeu e produziu o robô industrial NOVA-10 sem recurso a tecnologia estrangeira. [...] As bases da robótica inteligente estableceram-se quando o Ministério do Comércio, Indústria e Energia lançou o programa “Pesquisa e Desenvolvimento de Tecnologias Básicas dos Robôs Pessoais”, em Outubro de 2001.”

 (Robôs inteligentes abrem novas portas à Coreia, em Korea.net: the official website of Republik of Korea)

“Dragões asiáticos” – o primeiro grupo económico Ásia-Pacífico


“... o mundo ocidental do final do século inclui, de forma um tanto paradoxal, não só o Oeste ou Ocidente, numa perspectiva eurocêntrica, como igualmente zonas situadas no Oriente geoestratégico – mais precisamente, do Extremo Oriente – ou seja, nos antípodas da Europa. Assim, este mundo ocidental económico, e mesmo geopolítico, compreende um estado altamente desenvolvido, como o Japão, e os países da zona Asiática que seguiram o modelo japonês – os chamados “dragões asiáticos”:

 Coreia do Sul, Taiwan, Singapura...” (História Universal, Século XX (de 1945 até à actualidade), Equipa Editorial Oceano)

 “[...] Em Singapura, a malha empreendedora público-privada tem identificadas meia-dúzia de grandes tendências de mercados de alto valor para o século XXI. Rápidas melhorias na relação preço-performance dos componentes das TI; aumento drástico das capacidades e da velocidade das tecnologias de comunicação; proliferação de tecnologia e de aplicações multimédia; computação sem fios. [...] Os modelos clássicos da organização dos Estados e das empresas indentificam Singapura como uma empresa (global) e não como um país.”

 (Fernando Ilhardo, Público, 16 de Dezembro de 1996)

Afirmação do espaço económico Ásia-Pacífico


“Primeiro foi o milagre económico japonês. Depois o rápido crescimento dos pequenos dragões (Hong-Kong, Coreia do Sul, Taiwan e Singapura). Mais recentemente a emergência dos países da ASEAN (Associação das Nações do Sudeste Asiático), em particular a Tailândia, Malásia e a Indonésia. Agora chegou a vez da China e do Vietname. [...]”

 (Revista Exame, Maio de 1994)

Organigrama do funcionamento dos principais órgãos de poder da União Europeia, em 2008

Tratado de Lisboa


“Artigo 11.º [...] Um milhão, pelo menos, de cidadãos da União, nacionais de um número significativo de Estados-membros, pode tomar a iniciativa de convidar a Comissão Europeia a... apresentar uma proposta adequada em matérias sobre as quais esses cidadãos considerem necessário um ato jurídico da União para aplicar os Tratados. Artigo 15.º [...] O Conselho Europeu elege o seu Presidente por maioria qualificada, por um mandato de dois anos e meio, renovável uma vez. Em caso de impedimento ou de falta grave, o Conselho Europeu pode pôr termo ao seu mandato, de acordo com o mesmo procedimento. [...] O Presidente do Conselho Europeu não pode exercer qualquer mandato nacional. [...]”

(Tratado de Lisboa, 2007)

Dificuldades na concretização de uma Europa política

Margaret Thatcher, 1ª ministra- britânica
“Uma cooperação voluntária e activa entre estados soberanos e independentes é o melhor meio de construir uma Comunidade Europeia bem-sucedida. [...] É abolindo as fronteiras e dando às empresas a possibilidade de operar à escala europeia que melhor poderemos concorrer com os Estados Unidos, o Japão e as outras potências económicas que emergem na Ásia. [...]”

 (Discurso da primeira-ministra britânica, Margaret Thatcher, 20 de Setembro de 1998, em Bruges)

Tratado de Nice


“O alargamento de 2004 não é como os outros: é o resultado da queda do muro de Berlim, do fim da Guerra Fria e da reunificação da Alemanha. [...] No horizonte de 2004 do alargamento de 2004 desenha-se a unificação da Europa através do reencontro do Ocidente e do Oriente. A entrada na Comunidade foi conseguida pelos países candidatos graças ao seu enorme esforço, tendo sido plenamente atingidos os critérios de convergência establecidos em 1993 em Copenhaga, no que diz respeito aos padrões de democracia e de respeito pelos direitos humanos. [...] Devemos considerar a necessidade de o Leste alcançar o Ocidente como um dos mais formidáveis desafios da história moderna do nosso continente.”

(Bronislaw Geremek, historiador e político polaco (1932-2008), em Le Monde, 30 de Janeiro de 2004)

Tratado de Amesterdão


"Artigo 9.º O Banco Central Europeu
 9.º.1. O BCE que, de acordo com o disposto no n.º 2 do artigo 106.º do presente Tratado, tem personalidade jurídica, goza, em cada um dos Estados-membros, da mais ampla capacidade jurídica reconhecida às pessoas colectivas pelas legislações nacionais, podendo designadamente adquirir ou alienar bens móveis e imóveis e estar em juízo.
 9.º.2. O BCE assegurará que as atribuições cometidas ao SEBC nos nºs 2, 3 e 5 do artigo 105.º do presente Tratado sejam executadas, quer através das suas próprias actividades, nos termos dos presentes Estatutos quer através dos bancos centrais nacionais, nos termos do artigo 12.º.1 e do artigo 14.º 9.º.3. De acordo com o disposto no nº 3 do artigo 106.º do presente Tratado, os órgãos de decisão do BCE são o Conselho do BCE e a Comissão Executiva."

 (Tratado da União Europeia; Conselho das Comunidades Europeias, Comissão das Comunidades Europeias)

CONSELHO EUROPEU


"O Conselho Europeu de Copenhaga dedicou especial atenção, por um lado, às acções tendentes a solucionar os problemas económicos e sociais enfrentados pela Comunidade, e, em especial, o do nível inaceitavelmente elevado de desemprego e, por outro, ao amplo leque de questões relacionadas com a paz e a segurança na Europa, reconhecendo que a Comunidade só poderá contar com o apoio permanente da opinião pública para a construção da Europa se se provar que contribui efectivamente para a segurança e o bem-estar de todos os cidadãos."

(50 anos de Europa, os grandes textos da construção europeia, Parlamento Europeu Portugal)

PIB DA UNIÃO EUROPEIA


“Mesmo em 1990, a “antiga Europa Ocidental” (que era agora a União Europeia mais a Suiça) já constituía um dos três principais actores da nova economia mundial, moldada desde 1950. Representava cerca de 75% do comércio mundial (maioritariamente) entre os seus estados-membros) e 40% do PIB do mundo. O seu PIB era, em 1990, maior que o dos EUA (e o dobro do Japão).”

(J. M. Roberts, História do Século XX, Volume II)

ECU (European Currency Unit)– o euro.


“Artigo 8.º - 1. É instituída a cidadania da União. É cidadão da União qualquer pessoa que tenha a nacionalidade de um Estado-membro. 2. Os cidadãos da União gozam dos direitos e estão sujeitos aos deveres previstos no presente Tratado. Artigo 8.º A – 1. Qualquer cidadão da União goza do direito de circular e permanecer livremente no território dos Estados-membros [...]. [...] Artigo 8.º D – Qualquer cidadão da União goza do direito de petição ao Parlamento Europeu, nos termos do disposto no artigo 138.º D. Qualquer cidadão da União pode dirigir-se ao Provedor de Justiça instituído nos termos do artigo 138.º E.”

(Tratado da União Europeia, 1992)

Tratado da União Europeia


"O Tratado de Maastricht reconheceu formalmente que a justiça e os assuntos internos costituíam matéria de interesse comum e criou uma estrutura legislativa específica para tratar a legislação nestes domínios, muitas vezes também denominada como o terceiro pilar da UE, para distinguir da maioria das responsablidades tradicionais da UE - primeiro pilar - e da política externa e de segurança - segundo pilar. A legislação aprovada destas regras consistia, na prática, em acordos intergovernamentais juridicamente vinculativos na UE."

(A Europa, o Desafio Demográfico e o Espaço de Liberdade, Segurança e Justiça, Debate no Centro Cultural de Belém a 18 de Outubro de 2002, Parlamento Europeu Portugal)

UNIÃO MONETÁRIA


“A criação da união monetária é um grande passo para diante. Em primeiro lugar, porque a moeda única é um poderoso factor de integração... Em segundo lugar, porque as velhas nações europeias demonstraram ser capazes de renunciar ao exercício de uma parcela significativa dos seus poderes soberanos, transferindo esse exercício para o Banco Central Europeu, uma instituição de tipo federal, independente dos governos nacionais. [...] ... a União é uma potência económica dotada de uma moeda capaz de rivalizar com o dólar norte-americano no mercado mundial.”

(Luís Beiroco, 2004 – A Europa passível, Lisboa, Ed. Livros do Brasil)

Entrada da Grécia, Portugal e Espanha na Comunidade Europeia


“Para Portugal, a adesão à CEE significa... [...] ... a oportunidade de sair definitivamente do seu isolamento político, abrindo-lhe ao mesmo tempo um futuro e a possibilidade de saneamento económico do país. Esta confiança adquirida com a adesão levará à reanimação da indústria e, sobretudo, aos investimentos, necessários por parte das grandes empresas... [...] ... Portugal espera da CEE, a par dos apoios financeiros, uma ajuda no sentido de orientar e dar impulso à reestruturação económica, em especial no sector agrícola.”
(Em A Unificação Europeia, Criação e Desenvolvimento da Comunidade Europeia, Publicações Oficiais das Comunidades Europeias, Luxemburgo, 1986)

World Wide Web.

Logótipo da Microsoft

“Depois de ter sido dinamizada pelos comandos militares nos anos 60 do século XX, pela revolução dos semicondutores nos anos 70, pela dos microprocessadores e dos PC nos anos 80, depois pela Internet nos anos 90, a Califórnia vive os anos 2000 ao ritmo da instrumentalização médica avançada, uma combinação do software e das biotecnologias. Só em Silicon Valley, 37000 pessoas trabalham já neste sector, a maior concentração de todos os Estados Unidos.”

(Artigo do New York Times, 20 de Janeiro de 2003)